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Um conjunto de 1.001 escolas públicas do ensino fundamental e do ensino médio inovador, de 23 unidades da Federação, faz parte da primeira lista de unidades selecionadas para receber recursos do programa Mais Cultura nas Escolas. A comissão interministerial de avaliação do programa vai divulgar mais uma lista em 10 de fevereiro e outra em 10 de março próximos. Pelas previsões, serão atendidas mais cinco mil escolas este ano, com repasses do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) que variam de R$ 20 mil a R$ 22 mil. O valor por escola é definido de acordo com o número de estudantes matriculados. O investimento no ano será de R$ 100 milhões. FONTE: Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - http://www.fnde.gov.br/

Os itens das avaliações de larga escala da educação básica aplicadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anisio Teixeira (Inep), como a Prova Brasil, serão analisados e os resultados disseminados para aplicação com objetivo pedagógico nas escolas. É o que prevê acordo de cooperação técnica assinado nesta quarta-feira, 26, entre o Inep, o movimento Todos Pela Educação e a Associação Brasileira de Avaliação Educacional (Abave). A iniciativa dá início ao Projeto Devolutivas Pedagógicas de Avaliações de Larga Escala da Educação Básica, que terá duração de um ano. Ao Inep caberá a coordenação, supervisão e fiscalização dos objetivos do acordo. Além disso, o instituto deve fornecer os itens utilizados nas avaliações para análises que serão realizadas pelos parceiros do projeto. A proposta do acordo é que os itens sejam analisados e, posteriormente, franqueados à sociedade com a indicação dos conhecimentos que o estudante precisa ter adquirido para respondê-los corretamente. “O item contém informações preciosas sobre o aprendizado do aluno”, explica o presidente do Inep, Chico Soares. “Devolver esta informação ao professor é algo que o sistema de avaliação precisa fazer, e o fará, por meio do Inep.” Entre os compromissos do Todos pela Educação está o apoio na organização de seminários e debates, para divulgar os resultados das pesquisas desenvolvidas. Já à Abave compete o apoio técnico. O acordo foi assinado pelos representantes das três instituições durante a solenidade de posse da nova diretoria da Abave, que ocorreu no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira. O atual diretor presidente da associação, o matemático Ruben Klein, permanecerá no cargo por mais dois anos. FONTE: Ministério da Educação - http://portal.mec.gov.br/

CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

31 de Março de 2014.

De 18 a 20 de setembro, será realizado, na cidade de Campina Grande, o I Congresso Nacional de Ciências da Educação, com a temática Inovação, Ciência e Tecnologia: desafios e perspectivas. O evento é uma realização da Associação Internacional de Pesquisa na Graduação em Pedagogia (AINPGP), em parceria com a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sob a organização da Realize Eventos Científicos & Editora. Em sua programação estão inclusas atividades como: palestras, mesas redondas, conferências e grupos de trabalho, fomentando o debate nas mais diversas áreas da educação de forma ampla e atualizada. Garanta já sua vaga!

Como participar no Concurso ICM Jovem 2018: As propostas para a mascote serão apresentadas por equipes de até três alunos, podendo incluir um professor-coordenador. As propostas devem fazer menção, de alguma forma, ao universo matemático e devem estar dirigidas ao público jovem. As propostas devem conter a imagem da mascote (arquivo jpg ou jpeg) e um texto explicando e defendendo a ideia (arquivo pdf ou doc ou docx). Cada escola promoverá uma competição interna para escolher a sua melhor proposta, a qual será apresentada ao Concurso por meio de formulário eletrônico disponível aqui neste mesmo site, entre 01 de maio de 15 de junho de 2014. Inicialmente, a Comissão do Concurso selecionará as três melhores propostas, bem como a melhor em cada estado. A escolha final da proposta vencedora será tomada por meio de votação pública na internet. Os autores das melhores propostas, no país e em cada estado, ganharão notebooks e tablets, e a equipe vencedora do concurso será convidada a participar no Congresso, no Rio de Janeiro, com todas as despesas pagas! Para mais informações, consulte o Regulamento do Concurso. Promova o Concurso ICM Jovem em sua escola! Participe na aventura do ICM 2018 e ainda concorra a prêmios! Fonte: http://icm2018.sbm.org.br/icm_jovem.html

O Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG) conta a partir desta quinta-feira, 27, com uma nova ferramenta online para coletar informações, realizar análises, avaliações e servir como base de referência: a Plataforma Sucupira. A cerimônia de lançamento do sistema aconteceu no edifício-sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em Brasília com a presença do ministro da Educação, Henrique Paim. A Plataforma disponibilizará em tempo real e com transparência as informações, processos e procedimentos que a Capes realiza no SNPG para toda a comunidade acadêmica. Igualmente, a ferramenta propiciará a parte gerencial-operacional de todos os processos e permitirá maior participação das pró-reitorias e coordenadores de programas de pós-graduação. O preenchimento das informações, como Cadastro de Discentes, na Plataforma poderá ser feito a partir do dia 3 de abril. De acordo com o ministro Paim, um dos destaques do novo sistema é dar visibilidade à expansão da pós-graduação brasileira. "A Plataforma Sucupira fará com que todas as informações da pós sejam publicamente acessíveis e que os nossos esforços se tornem visíveis. É importante lembrar que tivemos um crescimento de 50% de cursos nos últimos seis anos, e somente a Região Norte teve um aumento de 40% nos últimos três anos", lembrou. Para o presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, o antigo sistema de avaliação era pouco capaz de acompanhar os avanços da pós-graduação nos últimos anos. "Temos uma taxa de crescimento de 20% por triênio. Isso significa que provavelmente chegaremos a mais de 6 mil cursos na próxima Trienal. Permitir que todos esses dados fiquem permanentemente disponíveis será muito importante", afirmou Segundo o diretor de Avaliação da Capes, Livio Amaral, a transparência e a publicidade são dois dos avanços significativos oferecidos pela nova plataforma. "A busca da transparência sempre foi o ponto fundamental sobre a avaliação da pós-graduação. Temos que ter os dados transparentes e tudo que fazemos e produzimos na pós-graduação deve ser de acesso à sociedade no seu todo", ressaltou. Além da transparência, a Plataforma Sucupira pretende reduzir o tempo, esforços e imprecisões na execução de avaliação do SNPG, promover maior facilidade no acompanhamento da avaliação, gerar maior confiabilidade, precisão e segurança das informações além de permitir um controle gerencial mais eficiente. Para os programas de pós e as instituições de ensino, haverá maior facilidade e simplicidade no processo de coleta e envio das informações. Além de imediata visibilidade das informações da instituição, maior agilidade no processo de solicitações e comunicação junto à Capes. Tudo isso por meio do envio de informações continuamente em tempo real ao longo do ano e com a possibilidade de integração com sistemas de registro acadêmico-corporativos. Desenvolvimento A Plataforma Sucupira é fruto da parceria da Capes com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Em maio de 2012, as duas instituições assinaram termo de cooperação para o desenvolvimento de um sistema voltado a coletar informações dos programas de pós-graduação em tempo real e estabelecer os procedimentos de avaliação com transparência para toda a comunidade acadêmica. O diretor de Avaliação da Capes demonstrou gratidão pela conclusão da tarefa e saldou a quantidade de presentes na cerimônia de lançamento. "A presença de tantas pessoas representa uma manifestação positiva sobre o esforço coletivo que representou a construção dessa plataforma", afirmou. O esforço de implementação também foi destacado pelo professor da UFRN, Rubens Maribondo, um dos responsáveis pela construção da plataforma. "Temos gravado mais de 200 horas de videoconferência, um trabalho intenso e diário de desenvolvimento, com visitas ao Conselho Técnico-Científico da Capes, consultas aos conselheiros e à comunidade científica", lembrou o professor. Ferramenta Para o professor Maribondo, um dos grandes avanços do sistema é ser uma plataforma única integrada com um único banco de dados. "A ideia é que não seja mais necessário entrar em diversos sistemas, temos agora uma única porta de acesso entre a pós-graduação e a Capes. Teremos muito mais transparência no processo, o que vai exigir muito mais responsabilidade dos coordenadores, que precisam garantir a confiabilidade das informações disponíveis", ressaltou. O diretor de Tecnologia da Informação, Sergio Cortes, explica que a Plataforma Sucupira estará integrada com uma série de sistemas internos da Capes (GeoCapes, Banco de Teses, Sistema de Acompanhamento de Concessões, entre outros) e também externos, como Receita Federal, ISSN Register e SIMEC. "Nessas integrações externas e internas é possível montar o mais completo panorama da pós-graduação". Neste primeiro momento, estará disponível o módulo Coleta de Dados e algumas ferramentas de gestão do SNPG, como por exemplo, solicitações de mudança de nome do curso, mudança de área e registro de início de funcionamento. As demais ferramentas e aplicativos utilizados no acompanhamento e avaliação da pós-graduação serão gradativamente incorporadas na Plataforma. Newton Sucupira A escolha do nome da Plataforma é uma homenagem ao professor Newton Sucupira, autor do Parecer nº 977 de 1965. O documento, hoje conhecido como "Parecer Sucupira", conceituou, formatou e institucionalizou a pós-graduação brasileira nos moldes como é até os dias de hoje. Newton Lins Buarque Sucupira nasceu em Alagoas em 9 de maio de 1920 e faleceu no Rio de Janeiro em 26 de agosto de 2007. Sempre voltado à universidade, com formação e interesse em história e filosofia da educação, tornou-se referência enquanto pensador da educação brasileira. Presente na cerimônia, a filha de Newton Lins Sucupira, Maria Judith, chamou de "vocação" a dedicação de seu pai à filosofia da educação. "Newton Sucupira teve a capacidade de compreender como a pós-graduação era em seu tempo, deveria ser e continuará sendo importante para o futuro do país". Maria Judith, que hoje é professora da UFRJ, lembrou o que o pai dizia aos que negam o sucesso da educação brasileira. "Sucupira dizia: 'ou são sem memória porque são velhos, ou não conhecem a história porque são moços'", lembrou. Para o ministro da Educação, personalidades como Newton Sucupira devem ser celebradas especialmente pelo contexto histórico brasileiro. "O Brasil teve um despertar tardio para a educação, podemos verificar isso ao longo da história do país: o Ministério da Educação foi criado apenas em 1930, por exemplo. Portanto, figuras como o Newton tem que ser lembradas e comemoradas, pois batalharam num contexto muito adverso ao desenvolvimento da educação. A maior homenagem que podemos fazer a figuras como essas é manter o nosso compromisso com esse desenvolvimento", enfatizou Henrique Paim. Parecer Sucupira Newton Sucupira era reconhecido pela consistência da fundamentação, rigor e detalhamento na escrita dos seus pareceres no Conselho Federal de Educação (hoje CNE). O Parecer Sucupira possui sete tópicos: a origem da pós-graduação, sua necessidade, seu conceito, o exemplo da pós-graduação nos Estados Unidos, a pós-graduação na LDB de 1961, a pós-graduação e o Estatuto do Magistério, e a definição e caracterização da pós-graduação. Jorge Guimarães define o modelo desenhado por Sucupira há quase 50 anos como de características únicas. "Graças a esse documento, nosso modelo de pós-graduação não é uma cópia de nenhum país. Ele permitiu uma associação inédita no mundo entre flexibilidade e qualidade. Hoje, a rigor, dificilmente temos dois cursos iguais numa mesma área do conhecimento e eles podem ser avaliados com os mesmos índices de qualidade graças às bases lançadas pelo Parecer Sucupira", afirmou. Segundo Livio Amaral, a nomenclatura do novo sistema é uma justa homenagem ao educador. "A Capes ao nominar seu novo sistema como 'Plataforma Sucupira' expressa que o nome de Newton Sucupira está decisivamente associado à definição da pós-graduação no Brasil", concluiu. O folder com informações básicas da plataforma, distribuído durante a cerimônia, está disponível para download no link. Acesse o discurso proferido por Maria Judith, filha do professor Newton Sucupira. Fonte: http://www.capes.gov.br/36-noticias/6810-capes-lanca-plataforma-sucupira-para-gestao-da-pos-graduacao

A comissão especial que analisa o Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10) aprovou no último dia 22 de abril de 2014 o texto-base da proposta. Os deputados também aprovaram a emenda que rejeitou a redação da Câmara para o artigo 2º do plano, que trata da superação das desigualdades educacionais. Pelo texto anteriormente aprovado pela Câmara, as escolas teriam de promover as igualdades racial, regional, de gênero e de orientação sexual. Já pela redação do Senado, os colégios precisam combater todo tipo de discriminação. Segundo o deputado Izalci (PSDB-DF), autor da emenda aprovada, o texto aprovado pelos senadores está de acordo com a Constituição e é mais amplo. Por essa razão, disse ele, vai garantir a segurança de um maior número de pessoas. A votação do projeto terá continuidade amanhã, às 14h30, no Plenário 1. Um dos pontos a serem debatidos é a inclusão de programas como o Pronatec, o Fies e o ProUni no percentual de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) a ser investido em educação pública. Confira o texto na íntegra: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=D660AC1176314B06A8867851F328D729.proposicoesWeb1?codteor=831421&filename=PL+8035/2010 Fonte: Agência Câmara Notícias Reportagem - Karla Alessandra Edição - Marcelo Oliveira

O Ministério da Educação (MEC) vai aplicar 430 mil testes de certificação em inglês para alunos, professores e funcionários das universidades federais. O plano é fazer um diagnóstico da proficiência na língua na rede para subsidiar políticas de internacionalização, como o Ciência Sem Fronteiras (CsF). O MEC quer aplicar a primeira etapa entre 13 de maio e 9 de junho, prazo visto como "apressado" por docentes das instituições. Os certificados para os alunos serão emitidos pela empresa Mastertest, certificadora do Toefl (teste internacional aceito nas universidades estrangeiras). Em uma primeira etapa, as universidades, que serão as responsáveis pela organização dos exames, deverão dar preferência aos alunos. O MEC informou que haverá ainda uma aplicação no segundo semestre. O teste será de nivelamento, mas os participantes poderão ser priorizados nas matrículas de cursos presenciais de inglês. O MEC sugere às instituições que as certificações possam ser contabilizadas como atividade extracurricular ou de extensão como forma de incentivo à participação dos estudantes. O diagnóstico também servirá de base para alocação de recursos a partir de 2015. Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vida,mec-vai-aplicar-430-mil-testes-de-ingles-nas-universidades-federais,1160332,0.htm

O Brasil tem várias avaliações que medem o aprendizado dos estudantes e a qualidade do ensino desde a alfabetização. São exames nacionais, como a Prova Brasil, e internacionais, como o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). Agora, o país estuda medir também as competências dos adultos, com o chamado Programa para Avaliação Internacional das Competências de Adultos (Piaac). O programa é aplicado em 33 países. Da América Latina, participa apenas o Chile. O Piaac consiste em uma entrevista com adultos de 16 a 65 anos para medir as aptidões em leitura, redação e aritmética, além de medir a capacidade de resolução de problemas em contextos com tecnologia intensa. A partir desses elementos é possível avaliar a inserção das pessoas no mercado de trabalho e na sociedade. Os resultados servem de subsídio para o desenvolvimento de políticas destinadas a sanar as principais defasagens em todos os níveis da educação, desde a básica à superior, à tecnológica e à formação continuada. O Piaac foi discutido pela primeira vez em seminário, em Brasília. Ainda não há previsão para a adoção do programa. Como se trata de entrevista feita em domicílio, o Piaac vai além das tecnologias disponíveis no Ministério da Educação e em suas autarquias e, caso seja adotado, deverá envolver também o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/brasil-estuda-adotar-programa-de-avaliacao-para-adultos-12341212

A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o Plano Nacional de Educação (PNE), ou projeto de lei 8035/10, do Executivo, concluiu na tarde desta terça-feira, 6, a votação dos destaques apresentados ao texto principal. Com a aprovação na comissão especial o texto seguirá para o plenário. A matéria já havia sido aprovada pela Câmara em 2012, mas, como sofreu alterações no Senado, voltou para exame dos deputados. Entre as metas e diretrizes aprovadas está o investimento de 10% do produto interno bruto em ensino público. Esses recursos deverão, entre outras coisas, financiar a educação infantil em creches conveniadas, a educação especial, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), o Universidade para Todos (ProUni), o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Ciência sem Fronteiras. O projeto ainda prevê uma avaliação a cada dois anos para acompanhamento da implementação das metas. Conheça o projeto de lei 8035/10 Fonte: Assessoria de Comunicação Social, com informações da Agência Câmara. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20406:aprovado-na-comissao-especial-projeto-do-pne-sera-votado-no-plenario-da-camara&catid=222&Itemid=86

Se o Brasil é um dos favoritos para levantar a taça da Copa do Mundo deste ano, o mesmo não se pode dizer de sua educação. O país do futebol ficou em 38º no ranking "A Curva do Aprendizado", que avalia o desempenho de 40 sistemas educacionais no mundo afora. Elaborado pelo instituto Pearson e pelo The Economist Intelligence Unit, o estudo compilou dados de testes internacionais e pesquisas no setor dos últimos dois anos. A Coreia do Sul surge no topo da tabela como tendo o melhor sistema educacional do mundo, seguida por Japão, Singapura, Hong Kong e Finlândia. Essas cinco nações também figuraram entre as melhores mesmo relatório produzindo em 2012, confirmando a tendência de deslocamento do eixo de excelência educacional da Europa para a Ásia. Já o Brasil subiu apenas uma posição em relação ao ranking de 2012. Lá na lanterna, os brasileiros ficaram logo atrás da Argentina, que figurou em 37º lugar. Os dois países também perdem para outros emergentes como Chile, Turquia, Tailândia e Colômbia. Para fazer o ranking, os avaliadores utilizaram dados dos países em provas como a do Pisa 2013, da OCDE, Estudo de Tendências Internacionais em Matemática e Ciência (TIMSS), avaliações do Progresso no Estudo Internacional de Alfabetização e Leitura (Pirls) e Programa para Cáculo de Competência de Adultos (PIAAC), que mede taxas de analfabetismo e escolarização de adultos. Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/brasil-fica-em-38-entre-40-sistemas-de-educacao-do-mundo-diz-estudo-12418369

A equação é simples: estudantes brasileiros querem aprender inglês e idosos americanos querem ter alguém com quem conversar. O curso de inglês CNA e a agência FCB Brasil tiveram então a ideia de conectar estudantes de inglês com velhinhos que moram em asilos nos Estados Unidos pela internet. Como pode ser visto no vídeo acima, os jovens brasileiros e os idosos americanos podem conversar através de um programa de web chats. O projeto “Speaking exchange” (algo como “intercâmbio de conversa”, em português) foi concretizado pela agência de publicidade FCB Brasil. A intenção é que os alunos não apenas treinem a língua estrangeira como também troquem experiências e afeto com quem está no outro computador. O vídeo mostra que esses laços realmente foram desenvolvidos na primeira fase do projeto, e o resultado é emocionante. Tente não chorar quando uma das senhoras diz para a menina do outro lado da tela que ela é sua “nova netinha”. Ou quando um outro par troca um “eu te amo”, em inglês, claro. O projeto-piloto foi implementado em uma unidade do CNA no bairro da Liberdade, em São Paulo, e na casa de repouso Windsor Park, em Chicago. Segundo o site “Adweek.com”, as conversas entre os estudantes e os idosos foram gravadas e publicadas no YouTube como vídeos privados para que os professores pudessem avaliar o desenvolvimento dos alunos. “A ideia é simples e os dois lados saem ganhando, tanto os estudantes como os idosos americanos. É empolgante ver as reações e a alegria. A ação realmente beneficia os dois lados”, disse a diretora criativa da FCB Brasil, Joanna Monteiro, ao “Adweek”. Publicado nesta quarta-feira, o vídeo já se tornou um viral e tem quase 50 mil visualizações. Clique Aqui para assistir ao vídeo. Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/estudantes-brasileiros-conversam-com-idosos-americanos-em-projeto-emocionante-12419745

Se você deseja atuar como monitor durante o CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO inscreva-se aqui no site. As inscrições vão até dia 15 de maio e o resultado será divulgado no dia 19 de maio. Para ser um monitor o interessado deve ser aluno (devidamente matriculado) dos cursos de graduação; estar cadastrado no Congresso; estar disponível integralmente no período de realização do I CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO; estar disponível para a realização de reuniões e atividades preparatórias para a realização do I CONGRESSO NACIONAL DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO. Confira outras normas no edital do monitor Clicando Aqui . Faça sua inscrição Aqui

Candidatos já podem fazer a inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014. Estudantes que desejam concorrer a uma vaga no vestibular do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para universidades federais têm até as 23h59 do dia 23 de maio para se inscrever pelo site oficial do Enem. As provas ocorrerão nos dias 08 e 09 de novembro. Além do Sisu, o exame é um dos principais critérios para seleção de cursos técnicos e para bolsas do Prouni e do Ciencia Sem Fronteiras. A expectativa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que organiza a prova, é de que cerca de 8,2 milhões de pessoas se inscrevam até o fim do mês, representando uma alta de mais de 14% em relação ao ano passado. A taxa de inscrição continua no mesmo valor dos últimos anos, R$ 35. O pagamento deve ser efetuado em qualquer agência do Banco do Brasil, mediante o Guia de Recolhimento da União (GRU Simples), boleto bancário emitido pelo próprio site do Enem. Pelas normas, estão automaticamente isentos os estudantes que cursam o ensino médio em escola pública, assim como aqueles que declararem carência socieconômica com documentos comprobatórios. É necessário ter em mãos os documentos de identidade e CPF. Ao finalizar a candidatura pelo site, o estudante receberá seu número de inscrição e uma senha, por maio da qual ele acompanhará toda sua participação o Enem. Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/enem-2014-candidatos-ja-podem-fazer-inscricao-pela-internet-12456094

O Prof. Juarez será o coordenador da palestra - "Estágio e Formação de Professores" - que será ministrada pela Profa. Dra. Maria do Socorro Lucena Lima (UECE). Veja o que ele fala sobre formação de professores e a sua expectativa para as discussões em torno da temática: "Não é uma tarefa fácil avaliar a formação de professores nos cursos de licenciatura no Brasil, tendo em vista a diversidade sócio/econômico/cultural do nosso país. Mas, de modo geral, os debates realizados nas últimas décadas apontam para uma crise na formação de professores. E é essa crise que nos leva a avaliar como precário esse processo formativo. Acredito que a palestra vai contribuir para aguçar o debate sobre a precariedade da formação, sobre a desvalorização do professor, sobre o distanciamento entre teoria e prática e, apontar caminhos possíveis para superar a crise e, fortalecer as licenciaturas".

DICAS DE LIVROS

14 de Maio de 2014.

SIBILIA, Paula. Redes ou paredes: a escola em tempos de dispersão. Tradução Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Contraponto, 2012. O livro analisa os fatores envolvidos na crescente incompatibilidade entre os novos modos de ser e estar no mundo, por um lado, e as já antiquadas instalações escolares, por outro, com suas regras e seus valores, suas premissas e ambições definidas há cerca de duzentos anos. "As subjetividades se constroem nas práticas de cada cultura, e os corpos também se esculpem nesses intercâmbios", afirma Paula Sibilia. "Este texto busca acompanhar os itinerários que compuseram essa trama até ela chegar à sua configuração mais atual, detendo-se prioritariamente nos modos de ser e estar no mundo que surgem hoje em dia, e que costumam se relacionar com a escola de modos conflitivos". Para tal, a análise leva em conta um conjunto de vetores socioculturais, econômicos e políticos, com o objetivo de identificar os sentidos dessas transformações históricas e oferecer algumas pistas que permitam delinear possíveis respostas ao conflito, de modo a sugerir caminhos para enfrentarmos uma grande questão contemporânea: que tipo de escola - ou de que substituto dela - necessitamos? Paula Sibilia é pesquisadora e ensaísta argentina residente no Rio de Janeiro. Graduada em Comunicação e Antropologia na Universidade de Buenos Aires (UBA), possui mestrado em Comunicação (UFF) e doutorado em Saúde Coletiva (IMS-UERJ) e em Comunicação e Cultura (ECO-UFRJ). Estuda diversos temas culturais contemporâneos sob a perspectiva genealógica, contemplando particularmente as relações entre corpos, subjetividades, tecnologias e manifestações midiáticas ou artísticas. Atualmente é professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação e do Departamento de Estudos Culturais e Mídia da Universidade Federal Fluminense. A profª Paula Sibilia será a ministrante da conferência de abertura com o tema "Inovação, ciência e tecnologia na educação" no I CONEDU.

Um universo até então desconhecido de sons, palavras e ideogramas, vindos do Oriente, vem enchendo de curiosidade e, principalmente, interesse crianças e adolescentes matriculados na rede pública de ensino do Rio. Aulas eletivas de árabe, turco e mandarim chegaram de surpresa à grade curricular de algumas escolas, com a proposta inusitada de testar a receptividade dos alunos diante de idiomas tão estranhos aos ouvidos do Ocidente. Pois o conjunto de símbolos nada familiares, muitas vezes escritos de trás para a frente, e a sonoridade dessas línguas caíram no gosto dos estudantes, cuja idade varia entre 11 e 18 anos. As primeiras turmas estão lotadas, e há filas de espera por novas vagas. A experiência, que acontece nas redes municipal (árabe e turco) e estadual (árabe, turco e mandarim), atraiu especialmente jovens de olho no mercado de trabalho, onde um idioma a mais no currículo pode fazer toda a diferença no futuro. No Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes, na Ilha do Governador, por exemplo, as aulas de árabe começaram há dois meses, com uma turma. Hoje, já são duas, com 67 alunos, entre 14 e 18 anos. A professora Salam Naser Zidan, uma síria que vive no Rio há 17 anos, se desdobra para aplacar tanta curiosidade dos pupilos. Para tornar as aulas mais atraentes, ela leva vídeos, músicas, fala sobre a cultura e promove encontros gastronômicos. No grupo, Shakila de Souza Ahmad, de 16 anos, chama atenção não apenas por ser uma das mais aplicadas, mas pelos laços afetivos com o idioma: o pai é paquistanês, e ela decidiu praticar futuramente a religião muçulmana. Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/mandarim-arabe-turco-ja-se-aprendem-nas-escolas-publicas-12522155

O Prof. Manassés será o ministrante do minicurso " Redação Científica" no I CONEDU. Veja o depoimento dele sobre a importância de participar do I Congresso Nacional de Educação: "O CONEDU representa uma iniciativa acadêmica de significativa importância no cenário das discussões contemporâneas sobre a educação. Por isso, o evento promete, e certamente cumprirá, fomentar reflexões que enfatizam o fazer docente como uma atividade capaz de, por meio de metodologias situadas, promover a construção de conhecimentos cada vez mais emancipatórios e críticos. Desejo a todos um produtivo congresso!"

A maioria dos professores do ensino médio no Brasil (51,7%) não tem licenciatura na disciplina em que dá aulas. Outros 22,1% dos docentes que estão nas salas do ensino médio não têm qualquer licenciatura. Os dados do Censo Escolar 2013 foram compilados pela ONG Todos Pela Educação. O Nordeste é a região em que faltam mais professores licenciados nas áreas específicas das disciplinas - 66% não são formados na área em que atuam. No Centro-Oeste, o índice é de 60,5%. Na região Norte, o percentual é de 55%. As regiões Sul (41,9%) e Sudeste (42%) são as com as menores carências de professor.A disciplina com maior deficiência é artes em que apenas 14,9% dos professores são licenciados. Língua portuguesa é a disciplina com mais professores dentro da sala de aula que se formaram na área (73,2%). Em física, 80,8% dos docentes não são formados na área; na disciplina de química, o índice é de 66,3%. Entre os que não têm licenciatura na disciplina em que dá aulas entram professores que não são especialistas na área --como o professor de física que dá aulas de química ou o formado em ciências sociais que dá aulas de geografia. Esses casos são permitidos pelo MEC (Ministério da Educação). Há ainda o problema dos profissionais formados em outras áreas que estão nas salas de aula, como o administrador que dá aulas de língua portuguesa no ensino médio. Isso é comum entre professores temporários. Com salários baixos, um dos problemas é que a docência não atrai os jovens no ensino superior. Neste ano, o piso nacional do professor foi fixado em R$ 1.697,39, para uma jornada de 40 horas. Mesmo entre os que decidiram seguir carreira na sala de aula, a evasão da educação básica é cada vez maior. Insatisfação no trabalho e desprestígio profissional são alguns dos motivos apontados por quem prefere abandonar a sala de aula. Fonte: http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/04/11/maioria-dos-docentes-do-medio-nao-tem-licenciatura-na-area-em-que-atua.htm

Professores da rede federal de educação profissional, científica e tecnológica têm até o dia 20 de junho para fazer a inscrição no programa Professores para o Futuro. A chamada pública da Setec (Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica), do Ministério da Educação, e do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) oferece 60 vagas para estudos em três universidades da Finlândia, ainda este ano. O programa se propõe a apoiar projetos de pesquisa científica e tecnológica que contribuam para a capacitação dos professores por meio da concessão de bolsas de desenvolvimento tecnológico e inovação. As instituições de ensino superior participantes na Europa são: University of Applied Sciences (Hamk), University of Applied Sciences (Haaga-helia) e University of Applied Sciences (Tamk). A Finlândia, país do norte europeu, tem um modelo educacional de educação técnica que absorve cerca de 80% dos estudantes. No ensino médio, mais de 40% dos alunos optam pela modalidade integrada à educação profissional. Os diplomas, tanto do ensino médio regular quanto do integrado à educação profissional, dão acesso a instituições de ensino superior daquele país. A formação dos professores na Finlândia se baseia em pesquisa, com exigência de dissertação de mestrado. Além disso, há cursos sobre prática didática e pelo menos um ano de estágio docente em escola municipal ou de aplicação. Para se candidatar à bolsa, o professore interessado deve ter o currículo lattes atualizado e dominar a língua inglesa. As propostas de pesquisa devem estar relacionadas a áreas estratégicas do governo federal em ciência, tecnologia e inovação, como, por exemplo, agropecuária; biomédica; biotecnologia; construção civil; economia criativa; energia renovável; nanotecnologia; recursos ambientais e transporte e turismo. O projeto deve ser apresentado por meio eletrônico, conforme a chamada pública, até as 23h59 do dia 20 de junho. O início efetivo do programa, previsto para agosto próximo, contempla uma primeira etapa na Finlândia e outra no Brasil. A fase nacional será acompanhada a distância pelos instrutores finlandeses. Fonte: http://noticias.r7.com/educacao/professores-concorrem-a-bolsas-em-universidades-da-finlandia-26052014

A ESCOLA DO SÉCULO 21

28 de Maio de 2014.

A estrutura atual das escolas é do século 19, o currículo do século 20, e os alunos, do século 21. Alguma dúvida de que já passou a hora de mudarmos a nossa escola? Vamos por partes, começando pelo final da pergunta. Sim, nossa escola. Melhorar a Educação é tarefa de todos nós, de toda a sociedade. O artigo 205 da Constituição Federal diz que a Educação é direito de todos e dever do Estado e da família, com a colaboração da sociedade. Então, mesmo que você não seja da área, esse assunto também é seu, pois diz respeito à sociedade que estamos construindo. E sobre mudar a escola? Todos nós passamos por ela, e por vários anos. Então temos referências muito fortes a respeito do que ela é: aulas com tempo de duração fixo; professores cuja função é ensinar; alunos que não aprendem do jeito como foram ensinados repetem o ano, e assim por diante. Como a escola “deu certo” para a maioria de nós – ou assim acreditamos –, o modelo se mantém sem muito espaço para inovações. No entanto, neste momento a mudança é imperativa. A tecnologia avança aceleradamente, os interesses dos alunos são outros, a sociedade é mais complexa, e a economia, mais interdependente. Nos últimos anos, a humanidade produziu muitos conhecimentos que têm pouco espaço no currículo atual. E, por fim, o mercado de trabalho exige novas competências. Além desses fatores externos, a mudança se faz necessária também pelo fato de o atual sistema não conseguir garantir efetivamente o aprendizado para a maioria de nossos alunos. No Brasil, apenas metade das crianças são plenamente alfabetizadas até os 8 anos de idade, e só 10% dos jovens que concluem o ensino médio aprendem o mínimo adequado em matemática. Além disso, nem todos os que entram na escola chegam a concluir a Educação Básica, essencialmente porque não conseguiram avançar nos estudos e acabam por desistir. Algo está muito errado, e é preciso mudar. O diagnóstico está aí. É impossível não perceber que esse não é o caminho. Não acredito que agora devamos ir para o outro extremo, quebrar todos os muros e inverter totalmente os papéis. Mas é preciso começar a andar por outros caminhos, encontrar as fórmulas brasileiras de fazer uma educação adequada para o século 21. Há experiências e estudos por aqui e pelo mundo que podem nos ajudar nessa busca. Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/priscila-cruz/posts/2014/05/27/a-escola-do-seculo-21-537203.asp

Atente para o prazo da primeira chamada das inscrições no I CONEDU: até 16 de junho 2014. Os valores das inscrições são R$ 55.00 para ESTUDANTES DE GRADUAÇÃO (individual), R$ 65.00 para PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA (individual), R$ 75.00 para ESTUDANTES DE PÓS-GRADUAÇÃO (individual), R$ 95.00 para PROFESSORES DE ENSINO SUPERIOR / PROFISSIONAL (individual). A submissão de trabalhos está aberta até 11 de agosto. Os trabalhos serão recebidos apenas por formulário on-line até a data limite. Os trabalhos, em idioma português, poderão ser apresentados em 2 modalidades: comunicação oral e pôster. Mais informações sobre as normas de submissão acesse: http://www.conedu.com.br/normastrabalho.php

O Ministério da Educação (MEC) lançou nesta terça-feira (27) a oitava edição do Prêmio Professores do Brasil. A competição oferece R$ 6 mil às iniciativas que contribuem para a melhoria da educação básica no país. O prêmio foi lançado na abertura do 6º Fórum Nacional Extraordinário dos Dirigentes Municipais de Educação."Nosso grande desafio é alcançar todos os professores dos municípios brasileiros. Para isso, precisamos do apoio das secretarias de Educação para estimular e identificar professores com iniciativas em destaque", disse a secretária de Educação Básica do MEC, Maria Beatriz Luce. A portaria com o regulamento do prêmio foi publicada no Diário Oficial da União. Além dos R$ 6 mil, os primeiros lugares nas oito categorias do certame receberão R$ 5 mil. Os prêmios são oferecidos pelos parceiros Fundação SM, Fundação Volkswagen, Abrelivros e Instituto Votorantim. As inscrições vão de 2 de junho a 15 de setembro na internet. Também na abertura do evento, Maria Beatriz ressaltou a importância dos professores. "Precisamos de uma formação sólida, formação continuada e de melhorias nas condições de trabalho e remuneração de todos os professores". As declarações da secretária foram dadas em um contexto em que professores fazem paralisações em vários locais do país. O 6º Fórum Nacional Extraordinário dos Dirigentes Municipais de Educação, que vai até sexta-feira (30), reúne mais de mil dirigentes municipais do setor educacional. Fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/educacao/noticia/2014/05/27/mec-lanca-premio-e-destaca-necessidade-de-valorizacao-de-docentes-129388.php

O plenário da Câmara aprovou na noite desta quarta-feira o texto base do Plano Nacional de Educação (PNE). A votação continuará na próxima semana, porque serão votados destaques de pontos considerados polêmicos no texto. O projeto aumenta para 10% do PIB (Produto Interno Bruto) os gastos anuais da União, dos estados e dos municípios com ensino público, a partir do décimo ano de vigência da proposta. Em 2011, o país destinou 5,3% do PIB à educação. A votação ocorreu em clima de festa, com deputados e o presidente da Câmara comemorando a aprovação do plano. O projeto já tinha sido votado na Câmara, mas sofreu alterações na votação no Senado. O PNE estabelece metas e diretrizes para a educação brasileira nos próximos dez anos. A ideia era que vigorasse no período de 2011 a 2020. O projeto foi enviado ao Congresso em dezembro de 2010, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Câmara fez mudanças no texto e aprovou-o em 2012. O Senado devolveu o projeto em 2013. O texto aprovado prevê benefícios às escolas que conseguirem melhorar seu desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O relator, deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR), deixou de fora pontos polêmicos como a indicação das fontes de financiamento para aumentar o volume de recursos na educação, e a previsão de punição a gestores que não cumprirem o plano. Segundo Ângelo Vanhoni, a insistência em votar esses pontos retardaria ainda mais a aprovação do PNE. — Preferimos, na forma de financiamento, fazer apenas uma sugestão. Mas para sorte do Brasil e da educação, o Congresso Nacional aprovou antes uma lei dizendo que 75% dos royalties do pré-sal serão destinados à educação brasileira. Esse volume de recursos, em 2019 e 2020, segundo todas as projeções da exploração dessa reserva de petróleo, é quase 3% do PIB da nação — explicou o relator. Ficaram pendentes de votação três destaques polêmicos. Dois deles, de autoria do PSB e do PDT, querem excluir do cálculo dos 10% do PIB despesas com programas como como Universidade para Todos (ProUni), Pronatec, Fies e Ciências sem Fronteiras. No relatório, Vanhoni estabeleceu que gastos com esses programas poderão ser contabilizados como investimentos em ensino público, isto é, dentro dos 10% do PIB que deverão ser aplicados no setor. Vanhoni defende a medida com o argumento de que as vagas oferecidas por esses programas são públicas, ainda que as instituições de ensino que recebem o dinheiro sejam privadas. Outros parlamentares, como o líder do PSOL, deputado Ivan Valente (SP), são contrários. Para Valente, a verba contabilizada como gasto público só deveria ir para instituições públicas. — Pelo que eu vi de manifestações de alguns partidos, poderão ser levados ao plenário o destaque de gênero e o destaque da questão do Prouni — disse Vanhoni após a conclusão da votação na comissão. O PMDB defenderá a aprovação de outro destaque polêmico: retirar do texto trecho que prevê que a União vai complementar com recursos financeiros os orçamentos dos estados, do Distrito Federal e dos municípios que não conseguirem atingir o valor do chamado CAQi (Cisto Aluno Qualidade Inicial), será calculado com base no custo/ aluno, que leva em conta fatores como o salário dos professores e jornadas dos alunos. Fonte:http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/camara-aprova-texto-base-do-plano-nacional-de-educacao-pne-12642184

Em 738 municípios brasileiros, mais da metade dos alunos de escola pública do ensino médio não têm a idade adequada à série em que estuda. São estudantes com mais de dois anos de atraso escolar. Na outra ponta, 217 de um total de 5,5 mil municípios têm menos de 10% de estudantes nessas condições. Os dados são do Censo Escolar do Instituto Nacional de pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A maior parte dos municípios com distorção idade-série de mais de 50% (468) está na Região Nordeste. Quando se trata dos municípios com taxa menor que 10%, a maior parte, 190, está no Sudeste. Os dados foram selecionados com o auxílio da plataforma de dados educacionais QEdu, onde estarão disponíveis para consulta a partir de nesta segunda-feira (2). O portal é uma parceria entre a Meritt e a Fundação Lemann, organização sem fins lucrativos voltada para a educação.Os dados nacionais mostram que 32,7% dos alunos brasileiros de escola pública do ensino médio não têm a idade adequada à série em que estão. Parte desse atraso vem do ensino fundamental, onde 23,7% estão nessa situação. Pela Constituição, os estados e o Distrito Federal são responsáveis, prioritariamente, pelo ensino médio. Segundo a presidenta da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleuza Repulho, os municípios têm um dever de casa: "Esse problema não começa no ensino médio, começa nos anos finais do ensino fundamental [do 6º ao 9º ano]. Trabalhar na busca ativa é fundamental, tem que abrir o dado e ver onde está esse aluno. Até para ver se ele tem condição de continuar ou não, se tem alguma síndrome mais complicada, se está atrasado porque ficou fora da escola". Com 21 anos, no 1º ano do ensino médio, Orleide Silva é um exemplo de estudante que está fora do fluxo escolar. A idade adequada seria 15 anos. Quando tinha essa idade, no Piauí, a mãe de Silva separou-se do marido. "Eu tinha que estudar à noite porque trabalhava de dia. Sustentava minha mãe e meus dois irmãos. Começou a ficar muito difícil porque não tinha transporte e parei de estudar". Antes disso, ele já tinha sido reprovado no 4º e no 6º ano do ensino fundamental. "Brinquei demais". Atualmente, mora no Distrito Federal, voltou a estudar e pretende cursar filosofia para ser professor. "Este ano, eu faltei um dia por motivo de serviço. Conhecimento é importante para tudo. Quando eu era mais jovem, só queria curtição, agora penso diferente. Ninguém vai tirar isso de mim". No entanto, nem todos os alunos voltam a estudar. A taxa de abandono no ensino médio em 2012 era 9,1%, a maior do ensino básico regular. Fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/educacao/noticia/2014/06/02/mais-de-700-municipios-tem-mais-da-metade-dos-alunos-em-atraso-escolar-129948.php

A polêmica do uso de celular em sala de aula chegou nos tribunais depois que um aluno processou o seu professor por ter tomado o aparelho no meio de uma aula. O episódio aconteceu em Recife e teve a decisão do juiz Elieser Siqueira de Souza Junior a favor do docente. O magistrado aproveitou a sentença para criticar as novelas, reality-shows e a ostentação, considerados pelo magistrado como contra educação. “Julgar procedente esta demanda é desferir uma bofetada na reserva moral e educacional deste país, privilegiando a alienação e a contra educação, as novelas, os ‘realitys shows’, a ostentação, o ‘bullying‘ intelectivo, o ócio improdutivo, enfim, toda a massa intelectivamente improdutiva que vem assolando os lares do país, fazendo às vezes de educadores, ensinando falsos valores e implodindo a educação brasileira”, afirmou o juiz. A ação foi movida pelo aluno Thiago Anderson Souza, representado por sua mãe Silenilma Eunide Reis, que, segundo consta nos autos do processo, passou por “sentimento de impotência, revolta, além de um enorme desgaste físico e emocional” após ter o celular retirado pelo professor Odilon Oliveira Neto. O estudante disse que apenas utilizava o aparelho para ver o horário. Porém, perante outras provas, o juiz não acreditou na versão de Thiago. “Vemos que os elementos colhidos apontam para o fato de que o Autor não foi 'ver a hora'. O mesmo admitiu que o celular se encontrava com os fones de ouvido plugados e que, no momento em que o professor tomou o referido aparelho, desconectou os fones e... começou a tocar música”. Em depoimento, o professor e a coordenadora do colégio afirmaram que não foi a primeira vez que o aluno foi chamado a atenção para o uso do aparelho em sala de aula. O juiz apontou que, para além da proibição do colégio, existem normas do Conselho Municipal de Educação que proíbem o uso do celular em sala de aula, exceto para atividades pedagógicas. “Pode-se até entender que o Discente desconheça a legislação municipal sobre os direitos e deveres dos alunos em sala de aula. O que não se pode admitir é que um aluno desobedeça, reiteradamente, a um comando ordinário de um professor, como no presente caso”, observa. O juiz ainda aproveitou a execução para fazer uma análise sobre a educação do Brasil apontando que a mesma tornou-se uma espécie de “carma” para quem trabalha. “No país que virou as costas para a Educação e que faz apologia ao hedonismo inconsequente, através de tantos expedientes alienantes, reverencio o verdadeiro herói nacional, que enfrenta todas as intempéries para exercer seu ‘múnus’ com altivez de caráter e senso sacerdotal: o Professor”, sentenciou. Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/aluno-processa-professor-por-celular-retirado-em-sala-de-aula-perde-12718573

Estão abertas, a partir desta segunda-feira (9), as inscrições para cursos presenciais do Programa Inglês sem Fronteiras. Ao todo, serão ofertadas 6.825 vagas em cursos ministrados em universidades federais. As inscrições, exclusivamente pela internet, começam ao meio-dia e terminam no dia 2 de julho. A prioridade será para os estudantes que podem participar do Ciências sem Fronteiras. Podem se inscrever no processo seletivo os que atendam, cumulativamente, às seguintes condições: ser aluno de graduação, mestrado ou doutorado, com matrículas ativas nas universidades federais credenciadas como Núcleo de Línguas (NucLi); alunos participantes e ativos no curso My English Online, cujas inscrições tenham sido validadas com até 48 horas de antecedência à inscrição no NucLi; e alunos que tenham concluído até 90% do total de créditos da carga horária de seu curso. Terão prioridade os candidatos que sejam alunos de graduação de cursos pertencentes às áreas do programa, que tenham feito a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010 com média superior a 600 pontos, incluindo a redação, e que tenham concluído até 80% da carga horária total do curso. Os cursos começam no dia 14 de julho, com a duração mínima de 16 horas e a máxima de 64 horas. O Inglês sem Fronteiras tem como finalidade melhorar a proficiência dos estudantes universitários brasileiros, com o objetivo de ampliar o acesso ao Programa Ciência sem Fronteiras. Em janeiro deste ano, foram ofertadas 9.225 vagas para os cursos presenciais. Fonte:http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/educacao/noticia/2014/06/09/ingles-sem-fronteiras-abre-inscricoes-para-cursos-presenciais-130855.php

Uma rádio, que vai ao ar com participação ativa de crianças de 3 a 5 anos, faz sucesso entre os alunos do Centro Municipal de Educação Infantil Monteiro Lobato, suas famílias e moradores do município fluminense de Volta Redonda. Implantada em 2013, pela professora Ana Paula Corrêa de Oliveira Coelho, a Rádio Monteiro Lobato tornou-se conhecida na cidade como Rádio Monteirinho. “Desenvolver um projeto de rádio, com a participação ativa das crianças, foi meu maior desafio”, diz a pedagoga, pós-graduada em psicopedagogia, há 21 anos na área de educação infantil. Ana Paula, que trabalha como implementadora de informática desde 2007, explica que o projeto foi uma orientação da Coordenação de Informática Aplicada à Educação de Volta Redonda. Ele foi desenvolvido anteriormente por Patrícia Osório, implementadora de informática na Escola Municipal Rubens Machado, com alunos do ensino fundamental. A grande referência de Ana Paula em seu trabalho é o educador Paulo Freire [1921-1977]. Para ele, ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou sua construção. Por isso, as atividades que ela promove no laboratório de informática visam a um trabalho integrado com a sala de aula, a fim de tornar a aprendizagem significativa para as crianças. Com uma programação variada, a rádio divulga notícias, relata as atividades de destaque nas salas de aulas, transmite a troca de recados entre as crianças e presta homenagem a aniversariantes, com mensagens e oferecimento de músicas a estudantes, professores e funcionários. A definição dos temas é feita durante as chamadas “reuniões de pauta”, quando Ana Paula reúne os representantes de cada turma. “Em conversa com os alunos, vou instigando e anotando as ideias que vão surgindo”, revela. O passo seguinte é a realização das entrevistas. Os estudantes percorrem as salas de aula para ouvir professores e demais colegas. Difusão — Os programas, com duração total de 20 minutos, são gravados e podem ser ouvidos pelos estudantes nos horários de recreação. São apresentados também durante as reuniões com pais e responsáveis. Para que qualquer pessoa possa ouvir os programas, em qualquer lugar e a qualquer momento, arquivos de áudio (podcast), geralmente no formato MP3, são postados no blogue dos implementadores de informática de Volta Redonda. (...) Repercussão — Segundo a diretora da escola, Paula Cristina de Souza Silva, o projeto teve boa repercussão. “Recebemos cumprimentos até de pessoas de outros municípios da região”, ressalta. Pedagoga, com pós-graduação em gestão escolar, há 22 anos no magistério, 12 dos quais na direção, Paula Cristina entende ser de fundamental importância o uso de novas tecnologias na escola. “O trabalho se torna mais dinâmico e instigante, contemplando assim todas as linguagens — visual, auditiva e cinestésica”, diz. Para ela, as tecnologias estão presentes no uso de jogos on-line e off-line, produção de fotos, vídeos, músicas, filmes e outros meios que contribuem para dinamização e enriquecimento de todo processo de ensino-aprendizagem. Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20523:emissora-de-radio-faz-sucesso-com-alunos-da-educacao-infantil-&catid=207&Itemid=86

Embora o Ensino Médio colecione altos índices de repetência ao redor do mundo, um menino de Sacramento, na Califórnia, passou voando por essa etapa da educação e conseguiu se formar ainda aos 10 anos de idade nesta semana. Descendente de indianos, Tanishq Abraham chegou a receber os parabéns do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pela façanha. Com meros dois anos, enquanto muitas crianças nem falavam as primeiras palavras, Tanishq já sabia somar e subtrair números simples. Aos quatro, o menino foi aceito na Mensa, sociedade formada por membros com inteligência acima da média, após seu teste de QI indicar 98 pontos. Já com seis, entre colegas que gostavam de brincar de dinossauros, ele já importunava sua mãe para ter aulas de paleontologia. Diante de toda a precocidade, o menino simplesmente pulou o ensino fundamental e conseguiu ser aceito para cursos livres de nível superior no American River College, enquanto estudava em casa as disciplinas do ensino médio. Já com o diploma de conclusão da educação básica nas mãos, Tanishq será a partir de setembro estudante de tempo integral na faculdade, onde terá cinco aulas por dia. Segundo seus pais, o menino espera terminar o ciclo básico na American River College e depois migrar para outra universidade, onde pretende estudar medicina. Na sua mira estão instituições de prestígio como Harvard ou MIT. Tanishq chegou a dizer que gostaria de achar a cura para o câncer. Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/menino-de-10-anos-se-forma-no-ensino-medio-ja-esta-na-faculdade-12822856

Depois que a presidente Dilma Rousseff (PT) sancionar o Plano Nacional de Educação (PNE), que tramitou durante três anos e meio no Congresso, outro cronômetro será disparado. Estados e municípios terão o prazo de um ano para concluir seus planejamentos regionais de educação. Hoje, só dez Estados e 42% dos municípios têm seus próprios planos - a cidade e o Estado de São Paulo estão fora dessa lista. O antigo PNE, que valeu entre 2001 e 2010, já previa a formulação de planos locais em um ano, mas a maioria dos Estados e municípios descumpriu a previsão. Agora o Ministério da Educação (MEC) pretende acompanhar de perto a construção desses documentos, que servem para definir estratégias educacionais e uso de recursos durante uma década. A ideia ao fixar prazo mais largo é pensar metas e medidas para período superior a um mandato, que não fiquem reféns das trocas de gestão. Mesmo os Estados e municípios que já têm planos precisam renovar ou reajustar seu conjunto de estratégias para os próximos dez anos, sintonizados com as diretrizes do PNE. Onde não há os documentos, a justificativa mais comum é de que as secretarias ou o Legislativo local esperavam a definição no Congresso para aprovar plano próprio, embora isso não fosse obrigatório. Como as redes estaduais e municipais são responsáveis pelo atendimento na educação básica, delinear políticas locais é essencial para atingir a meta para o País (...). Fonte: http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,estados-e-cidades-tem-um-ano-para-planejar-educacao-imp-,1512691

O programa Mais Educação, da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação, receberá adesões de escolas públicas até o dia 30 próximo. Atualmente, 49 mil escolas de todo o país adotam a jornada ampliada de sete horas. A meta do programa é atingir 60 mil até o fim do ano. A proposta do Mais Educação é contribuir para a melhoria da aprendizagem, com o estímulo à ampliação do tempo de permanência na escola pública de crianças, adolescentes e jovens. O programa amplia a jornada nas escolas públicas para no mínimo sete horas diárias e garante aos estudantes do primeiro ao nono ano do ensino fundamental a participação em atividades orientadas no contraturno, além de reforço escolar. A diversificação de atividades inclui esporte e cultura. As instituições de ensino integrantes do programa oferecem orientação de estudos e leitura, com acompanhamento pedagógico, obrigatória para todas as escolas. As atividades no contraturno são monitoradas, preferencialmente, por estudante de licenciaturas vinculadas ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) ou estudantes de graduação com estágio supervisionado. Além do acompanhamento, os participantes podem optar por ações nas áreas de educação ambiental; esporte e lazer; direitos humanos em educação; cultura e artes; cultura digital; promoção da saúde; comunicação e uso de mídias; investigação no campo das ciências da natureza e educação econômica. O cadastramento das unidades de ensino deve ser feito pelo Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) interativo. Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20540:escolas-publicas-tem-ate-dia-30-para-aderir-ao-mais-educacao&catid=379&Itemid=86

Estão abertas as inscrições para a décima edição do prêmio Construindo a Igualdade de Gênero, que seleciona redações, artigos científicos e projetos pedagógicos na área das relações de gênero, mulheres e feminismos. O prêmio é uma parceria da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Ministério da Educação, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e ONU Mulheres. O concurso avaliará trabalhos nas categorias: estudante de ensino médio – redações; estudante de graduação; graduado, especialista e estudante de mestrado; mestre e estudante de doutorado – artigos científicos; e escola promotora da igualdade de gênero – projetos e ações pedagógicas desenvolvidas em escolas de nível médio. Instituído, em 2005, pela Secretaria de Políticas para as Mulheres, no âmbito do Programa Mulher e Ciência, o Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero tem como objetivos estimular a produção científica e a reflexão acerca das relações de gênero, mulheres e feminismo no país, e promover a participação das mulheres no campo das ciências e carreiras acadêmicas. As inscrições são individuais e devem ser realizadas até 28 de novembro de 2014, às 18 horas de Brasília, exclusivamente via internet, para todas as categorias, na página do prêmio. Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20541:textos-e-projetos-sobre-relacoes-de-genero-concorrem-a-premio-&catid=222&Itemid=86

Um vereador de Fortaleza apresentou projeto de lei determinando que todas as escolas públicas e particulares da capital cearense adotem a “leitura bíblica”. No artigo inicial do texto, Mairton Félix (DEM) argumenta que a proposta visa “trazer o conhecimento cultural, geográfico, científico e de fatos históricos bíblicos”. Na justificativa do projeto de lei 0179/2014, Félix afirma que, para muitas pessoas, a Bíblia é um livro religioso, mas que o seu conteúdo é universal, além de “científico, arqueológico, cultural, geográfico e histórico”. O parlamentar ainda afirma que a “abrangência da sua escrita é fantástica e corresponde há (sic) um período de 1.600 anos”. O projeto foi lido em plenário e já está tramitando nas comissões da Casa. Só após a apreciação destas comissões, a matéria vai a voto. Na justificativa ao projeto o vereador também discorre: “existe um detalhe de tamanha envergadura, pois foi o primeiro livro há (sic) ser impresso no mundo”. Segundo Félix, a proposta se justifica em um ponto peculiar, a popularidade da Bíblia: “é também o mais vendido e lido no mundo, com seis bilhões de cópias e textos traduzidos”. O vereador do DEM alega entender que “o estado é laico”, mas que o projeto não fere a Constituição Federal no seu artigo 5º, que trata da liberdade de religião. Ele, inclusive, cita a Carta Magna de 1988 para justificar sua intenção com o projeto, ao destacar que ela “assegura a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares”. Por fim, afirma que o projeto tem a finalidade de enriquecer o conhecimento dos alunos. Houve espaço até mesmo para uma citação de Galileu Galilei: “Os conhecimentos norteiam as atitudes humanas e até servem para consulta de cientistas, como exemplo de Galileu”. O vereador, que chegou a divulgar o projeto na sua página no Facebook, diz que não há cunho religioso na sua proposta. Ainda afirma que proibir a leitura bíblica nas escolas é uma intolerância” e um “ato de discriminação”. Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/projeto-determina-leitura-da-biblia-em-escolas-de-fortaleza-12947488

Menos da metade dos professores de ensino fundamental no Brasil pode se dar ao luxo de trabalhar num único colégio. O dado, revelado pela Pesquisa Internacional de Ensino e Aprendizado (Talis, na sigla em inglês) da OCDE, o clube dos países mais desenvolvidos, joga luz sobre um problema que, de acordo com especialistas, afeta diretamente a qualidade da educação. Segundo o levantamento, que a OCDE realizou junto a cem mil professores em 34 países e cujos resultados apresenta hoje em Paris, apenas 40% dos docentes brasileiros que atuam nos primeiros anos do ensino têm dedicação exclusiva, contra 82% na média das nações pesquisadas. De acordo com a gerente da área técnica do movimento Todos Pela Educação, Alejandra Meraz Velasco, por trás dessa realidade estão os salários insuficientes e o baixo número de professores em determinadas áreas. (...) A vida em mais de uma escola é o caso de Marcelle Aguiar, professora de inglês de 33 anos. Para alcançar renda mensal de R$ 3.500, ela precisou assumir 19 turmas em quatro escolas. Marcelle trabalha para a rede municipal do Rio, onde atua num colégio na Pavuna e outro em Acari, e também para a rede municipal de Magé, na qual dá aulas em mais dois colégios. — Seria infinitamente melhor se pudesse receber um bom salário para atuar em apenas uma escola. Teria mais tempo para planejar atividades e vínculos ainda mais fortes com os alunos — pondera. Além da rotina pesada, a professora também já precisou enfrentar escolas inseridas em contextos de violência, como comunidades marcadas pelo tráfico de drogas. Segundo ela, muitas vezes esse peso recai diretamente sobre o professor (...) O cenário descrito por Marcelle também aparece na pesquisa da OCDE, que pediu a professores e diretores (15 mil deles apenas no Brasil) que respondessem a questionários com perguntas sobre liderança escolar, ambiente de trabalho, satisfação e eficiência, práticas pedagógicas e expectativas, avaliação, aprendizado e desenvolvimento de oportunidades. Dos 34 países, somente em Brasil, Malásia e México mais de 10% dos diretores relataram que experimentam episódios de vandalismo ou roubo em uma base semanal. Para a organização, “não surpreende que, tanto no Brasil quanto em outras nações, gestores escolares tenham relatado níveis mais elevados de inadimplência em suas escolas, além de níveis mais baixos de satisfação no trabalho.” Nosso país também aparece ao lado do México, da Suécia e da Bélgica no quesito respeito ao professor: quase um terço dos professores trabalham em escolas onde houve relatos de intimidação ou abuso verbal por parte dos alunos. O Brasil é um dos únicos também onde mais de 10% dos diretores disseram ter presenciado agressões verbais a seus professores toda semana. O estudo também comprova uma realidade que qualquer um que já entrou numa escola de ensino fundamental percebeu: as mulheres são a esmagadora maioria dos professores. Mais especificamente, 71% deles (na média de todos os países pesquisados, são 68%) (...) Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/60-dos-professores-no-brasil-sao-obrigados-trabalhar-em-mais-de-uma-escola-diz-estudo-13003976

PARTICULARES SEM QUALIDADE

25 de Junho de 2014.

Só 14% das escolas privadas têm infraestrutura adequada. Migração da nova classe média para elas afeta ensino público e não garante melhoria. Um levantamento feito pelo movimento Todos Pela Educação e publicado no GLOBO mostrou que 96% das escolas da rede pública não tinham infraestrutura totalmente adequada para funcionar. São estabelecimentos que, de acordo com o Censo Escolar do MEC, não dispõem de ao menos um dos itens que o recém aprovado Plano Nacional de Educação estabelece como necessário para todos os colégios públicos. São eles: água tratada e saneamento básico, energia elétrica, acesso à internet em banda larga, acessibilidade para pessoas com deficiência, bibliotecas, espaços para práticas esportivas, acesso a bens culturais e à arte e equipamentos e laboratórios de ciências.Uma leitora, diante de notícia tão alarmante, questionou: será que o quadro é muito melhor na rede privada? Dados fornecidos pelo Todos Pela Educação à coluna mostram que não: 86% dos colégios particulares também não dispõem integralmente desses itens. O equipamento que mais falta na rede paga é laboratório de ciências, encontrado em apenas 21% dos colégios. No setor público, a proporção é de 8%. Quando analisamos as causas do mau desempenho de nosso sistema de ensino, a tendência é olharmos apenas para a rede pública, que concentra mais de 80% das matrículas. A rede privada, no entanto, é bastante heterogênea. O topo do ranking do Enem é dominado por colégios particulares de elite, mas, como mostra um trabalho do pesquisador da USP Ocimar Alavarse, 52% das escolas pagas do país tiveram no Enem média abaixo de 560 pontos. Essa pontuação dificilmente credencia um estudante a uma vaga nos cursos superiores mais disputados. Analisar com cuidado os dados da rede privada é importante num contexto em que as matrículas no setor crescem. De acordo com o censo escolar do MEC, de 2007 a 2013, houve aumento de 35% no número de alunos em colégios particulares da educação básica, enquanto os públicos registraram queda de 11%. Uma explicação plausível é que uma parcela da chamada nova classe média, que até então mantinha seus filhos na rede pública, pode estar optando pelo ensino privado, graças à melhoria na renda. Por um lado, o fenômeno é positivo, pois mostra que essas famílias valorizam a educação e estão dispostas a fazer um sacrifício financeiro para tanto. O problema é que a promessa de qualidade de ensino melhor pode não se concretizar em boa parte das escolas que atenderão essa clientela recém-saída da rede pública. Os efeitos desse movimento serão percebidos também no ensino público. Os pais que, ao primeiro sinal de aumento na renda, transferem seus filhos para a escola particular são, provavelmente, também os que mais valorizam a educação e mais cobram e colaboram com professores e diretores em busca de uma melhor qualidade de ensino. O aprendizado não depende apenas da qualidade do professor ou da infraestrutura da escola. É o nível socioeconômico das famílias que, segundo estudos, mais influencia o desempenho dos estudantes. Além disso, é preciso considerar que as crianças aprendem também entre elas, no que é chamado de efeito entre pares. Se os melhores alunos da rede pública migram para a particular, isso afeta o desempenho das crianças que permanecem nas escolas estatais. Ao fim, no entanto, a mais preocupante das consequências desse movimento é reforçar o estigma de que, no Brasil, escola pública é lugar só para pobres. Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/particulares-sem-qualidade-12973047

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) alertou nesta quinta-feira para a existência de 58 milhões de crianças entre os 6 e os 11 anos sem escolaridade. Segundo a entidade, o quadro torna impossível alcançar a meta de uma educação primária universal até 2015. O número deve-se em grande parte ao elevado crescimento demográfico na África Subsaariana, onde existem atualmente 30 milhões de crianças sem escolaridade, indica relatório da Unesco divulgado em Paris. Segundo a organização, se se mantiver a atual tendência, cerca de 43% dos menores sem escolaridade em todo o mundo – 15 milhões de meninas e 10 milhões de meninos – nunca pisarão numa sala de aula. O documento cita, por outro lado, que 17 países reduziram em 86% o número de crianças sem escolaridade em pouco mais de uma década, como o Burundi, Marrocos, Nepal, a Nicarágua e o Vietnã. “É possível conseguir mudanças positivas” com medidas como a adequação do currículo escolar e o apoio financeiro às famílias necessitadas, aponta o estudo. A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, considera que os novos dados confirmam a impossibilidade de se conseguir educação primária universal até 2015. Nesse sentido, defende ser preciso fazer “soar o alarme e reunir a vontade política necessária” para garantir o respeito pelo “direito à educação para todas as crianças do mundo”. Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/relatorio-da-unesco-aponta-58-milhoes-de-criancas-de-ate-11-anos-sem-escolaridade-no-mundo-13029205

O Ministério da Educação (MEC) informou que a determinação de que escolas de todo o país seriam obrigadas a exibir filmes de produção nacional foi revogada pelo Legislativo. A medida, que foi publicada nesta sexta-feira (27) no Diário Oficial da União, previa duas horas mensais de exibição de produções brasileiras. Assinada pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Educação, José Henrique Paim, a lei modificava o texto das diretrizes básicas da educação do país, para incluir o seguinte parágrafo: "A exibição de filmes de produção nacional constituirá componente curricular complementar integrado à proposta pedagógica da escola, sendo a sua exibição obrigatória por, no mínimo, 2 (duas) horas mensais." A assessoria do Ministério da Educação não soube informar os motivos das alterações. Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/lei-que-obriga-escolas-exibirem-filmes-nacionais-revogada-pelo-legislativo-13044880

Uma escola pública no Japão distribui há cerca de um mês uma cartilha a crianças e adolescentes para mostrar toda a diversidade sexual do ser humano. Com o nome “De quem você vai gostar”, o material foi oferecido a alunos de escolas municipais de Saitama, na região metropolitana de Tóquio. Com a ajuda de um infográfico, a cartilha mostra por meio de setas várias combinações sexuais possíveis entre as pessoas, explicando as diferenças entre heterossexuais, homossexuais, bissexuais, transsexuais e até assexuados. O texto é dirigido a estudantes que estão entrando na puberdade. Em um texto abaixo das setas, é dito que a orientação sexual é feita geralmente durante a puberdade, e que cada escolha é inata, apesar de pressões sociais. Leia um trecho abaixo. “Quando os jovens atingem a puberdade, muitas vezes eles gostam de outras pessoas, e isso é chamado de atração sexual. Dependendo de quem gosta de uma pessoa, esta é a sua orientação sexual. A maioria é heterossexual, mas as pessoas que são homossexuais e bissexuais não formam um pequeno grupo. A orientação sexual é inata e não pode ser alterada por uma intervenção; por isso, não há necessidade de alterar suas preferências. Quando se trata de compreender a orientação sexual, deve-se levar tanto tempo quanto for necessário.” A campanha chega em um momento complicado para a diversidade sexual no Japão. De acordo com uma pesquisa da Campanha do Laço Branco pelo Respeito à Vida, que ouviu 609 estudantes, 69% dos japoneses homossexuais já sofreram algum tipo de bullying, e 30% já pensaram em cometer suicídio. Além disso, 53% deles foram agredidos verbalmente, e 49% foram ignorados ou excluídos de grupos. Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/escola-no-japao-distribui-cartilha-de-diversidade-sexual-criancas-adolescentes-13040067

De acordo com um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a maior parte dos estudantes brasileiros que abandonam o ensino médio não acredita que a educação vai proporcionar melhor qualidade de vida. No país, somente 58% dos estudantes concluem o ensino médio, sendo que 85% dos alunos mais ricos finalizam essa etapa, ante 28% dos jovens com menos recursos financeiros. Com base em pesquisas domiciliares realizadas em países latino-americanos, o BID identificou que a maioria dos estudantes entre 13 e 15 anos que não freqüentam a escola coloca a falta de interesse como a principal razão para o abandono. Nas camadas mais pobres, os jovens latinos não chegam a completar 9 anos de educação e a disparidade na aprendizagem é elevada entre escolas urbanas e rurais. Para a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil precisa, por exemplo, lidar melhor com os alunos de baixo desempenho e com os repetentes. Os especialistas apontam ainda a disparidade entre o que o aluno espera do ensino médio e o que encontra em sala de aula, muitas vezes distante do que eles desejam para seguir determinadas carreiras específicas e áreas de interesse. Fonte: http://www.bahianoticias.com.br/noticia/156678-falta-de-perspectiva-faz-estudante-brasileiro-abandonar-ensino-medio.html

O Ministério da Educação (MEC) dá nesta quinta-feira, 3, o pontapé inicial para a construção da chamada Base Nacional Comum da Educação Básica, que prevê o que os estudantes brasileiros devem aprender a cada etapa escolar. Previsto na Constituição e na Lei de Diretrizes e Bases (LDB), esse dispositivo nunca foi elaborado. É tido por especialistas como fundamental para avanço educacional e na garantia da qualidade do ensino. A Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC recebe nesta quinta um documento que será o “desencadeador” do debate nacional sobre o tema. O texto foi coordenado pela ex-diretora de currículos e educação integral da pasta, Jacqueline Moll. “Estamos propondo uma discussão em regime de colaboração onde estejam presentes o MEC na condução, secretarias e uma participação mais ampla possível”, disse ao Estado a titular da SEB, secretária Maria Beatriz Luce. “O MEC está aberto a construir conjuntamente se a Base Nacional será menos ou mais detalhada.” Depois do longo processo de discussão do Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado no mês passado pela presidente Dilma Rousseff (PT), esse deve ser o debate que vai mobilizar o setor talvez nos próximos anos. A criação de uma base nacional sempre esteve acompanhada de resistência de setores de pesquisadores, que temem um engessamento da autonomia do professor. O respeito a diferenças regionais também é temido. Além de definir com mais clareza o que se espera que os alunos aprendam nas determinadas fases escolares, a Base Nacional ainda guiará o processo de avaliação e da própria formação de professores. Hoje, as diretrizes da Prova Brasil (avaliação federal da educação básica) e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) servem de indutores dos currículos municipais e estaduais, mas são considerados genéricos. A articulação em torno do tema conta com a participação da União de Dirigentes Municipais e do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e também do Conselho Nacional de Educação (CNE). “O compromisso com o CNE é que o MEC coloque o documento para a apreciação online, e todo o País envie sugestões. Isso deve acontecer até o final de agosto”, disse Rosa Neide Soares, representante do Consed. Um grupo de mais de 50 especialistas e entidades também conversam há mais de um ano sobre o assunto, reunindo evidências internacionais e agrupando interessados. “A gente tem se dedicado muito a levantar evidências, mobilizar e colocar o tema em voga”, disse Alice Ribeiro, secretária executiva do projeto de construção de uma Base Nacional Comum da Educação. “Cada escola vai aperfeiçoar de acordo com sua realidade”, afirmou a ex-secretária de Educação Básica do MEC Maria do Pilar Lacerda. Fonte: http://estadao.br.msn.com/educacao/mec-inicia-constru%C3%A7%C3%A3o-de-curr%C3%ADculo-nacional

Habituados a desenvolver, todos os anos, projetos relacionados ao meio ambiente, os professores da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Lauro Benno Prediger, no município de Ji-Paraná, Rondônia, incluíram, este ano, atividades relacionadas à Copa do Mundo no Brasil. Assim, foi criado o projeto Torcendo e Protegendo o Meio Ambiente, relacionado, de maneira interdisciplinar, ao Mundial de futebol e à Semana do Meio do Meio Ambiente. “Aproveitamos para dar um enfoque diferente. O principal objetivo foi mostrar que a Copa pode ser melhor com menos lixo e poluição”, diz a professora de geografia Matilde Ramilho, que tem pós-graduação em educação ambiental. Segundo Matilde, o projeto foi realizado em equipe, com troca de ideias e opiniões. “Alguns se responsabilizaram pela criação de frases para divulgação no Facebook; outros, pelas bandeiras de cada país e confecção de cartazes e faixas para decorar a escola”, explica. Entre as atividades desenvolvidas com os alunos, Matilde cita a confecção, com garrafas plásticas, de bonecos que representam Fuleco, a mascote da Copa, e de bolas, com copos reciclados. Os estudantes também fizeram cartazes e bandeiras. Eles tiveram a oportunidade de aprender a localizar os continentes dos países participantes do Mundial, bem como conteúdos relacionados às diferentes culturas e populações. De acordo com Matilde, há 15 anos no magistério, a exposição, na escola, dos trabalhos feitos pelos estudantes contribuiu para elevar a autoestima de todos. “Eles se sentiram valorizados”, avalia. Para a professora Creunice Pereira de Souza, que leciona língua portuguesa no ensino fundamental e arte no ensino médio, além de elevar a autoestima dos estudantes, o projeto tem colaborado para estimular a criatividade, incentivar a leitura, provocar uma preocupação maior com a ortografia e a produção de textos. Ela diz que tem incentivado a criatividade e a socialização entre os alunos, além de desenvolver o gosto pela pesquisa. Entre as atividades realizadas, ela cita a produção de frases, cartazes e pinturas. Com graduação em letras e pós-graduação em gestão escolar, Creunice atua no magistério há 23 anos. Na visão do diretor da escola, Valmir Pereira da Silva, o projeto ajudou a ampliar a conscientização dos alunos sobre a importância da natureza e da necessidade de cuidar do meio ambiente. Há 30 anos no magistério, 15 dos quais na direção, Valmir é professor de geografia. Com 1.330 alunos matriculados nos ensinos fundamental e médio e na modalidade de educação de jovens e adultos, a escola conta com a participação atuante das famílias nos eventos que promove. Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20569:meio-ambiente-e-esporte-inspiram-trabalho-com-alunos-em-rondonia&catid=211&Itemid=86

A implantação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, destinado a unificar a ortografia entre os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), está quase 100% implantado no Brasil e tem avançado nos demais países. As informações sobre o progresso do acordo fazem parte de documento elaborado pela Comissão Nacional para o Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), encaminhado em junho ao Senado Federal brasileiro. De acordo com Carlos Alberto Faraco, coordenador da comissão, o processo está em fase adiantada também em Portugal. Em Cabo Verde, a implantação começa este ano. Em Moçambique, o Conselho de Ministros recomendou a ratificação do acordo para que possa ser implantado. Os demais países estão em vias de adotá-lo. O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa é um tratado multilateral destinado a unificar o uso do idioma português nos países da CPLP. O documento foi assinado em dezembro de 1990 por representantes de Angola, Brasil, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Em setembro de 2009, houve a adesão oficial do Timor Leste. A Comissão Nacional para o Instituto Internacional da Língua Portuguesa foi instituída pela Portaria Interministerial nº 12, de 15 de agosto de 2013, assinada pelos ministros da Educação, das Relações Exteriores e da Cultura para apoiar o IILP na implementação dos planos de ação das políticas de promoção, valorização e difusão da língua portuguesa. Em maio deste ano, durante a última reunião do Comitê Científico do IILP, em Cabo Verde, foi elaborado documento que descreve a situação do acordo. Segundo Carlos Alberto Faraco, o documento fornece informações atualizadas sobre o encaminhamento no Brasil, uma vez que a data de implantação definitiva foi prorrogada para dezembro de 2015. Faraco ressalta que é importante acompanhar o calendário de Portugal. Ao destacar que no Brasil o acordo está quase 100% implantado, ele salientou que o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) incorporou os ajustes ortográficos do acordo sem nenhum problema. A imprensa brasileira passou a adotar a nova ortografia em janeiro de 2009 e as editoras, a publicar os livros conforme as novas normas estabelecidas. Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20574:documento-apresenta-avancos-na-implantacao-do-acordo-ortografico&catid=372&Itemid=86

Capacitar os professores é a opção mais viável para melhorar o desempenho dos alunos. É o que aponta o estudo Formação Continuada de Professores no Brasil, do Instituto Ayrton Senna e do Boston Consulting Group, lançado nesta segunda-feira, 7, em São Paulo. A cerimônia de lançamento contou com a participação do ministro da Educação, Henrique Paim. De acordo com o estudo, que apresenta desafios e oportunidades relacionados à formação continuada de docentes no Brasil, estudantes expostos a bons professores aprendem de 47% a 70% a mais do que aprenderiam em média em um ano escolar. A pesquisa ainda destaca que é possível atuar em todas as etapas da carreira, e promover a melhoria da formação em serviço apresentaria melhores resultados no curto prazo. Segundo a presidenta do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, o estudo discute possíveis linhas de ação que podem contribuir para acelerar a formação continuada e a qualificação dos professores no Brasil. “A capacitação dos professores é a alavanca acionável para a melhoria da qualidade da educação no curto e médio prazo”, disse. Segundo o ministro, o diagnóstico da pesquisa está de acordo com os levantamentos do Ministério da Educação, que identificam um distanciamento entre a formação oferecida nas universidades e a realidade nas salas de aula. “A palavra-chave é amadurecimento. A relação entre educação básica e a educação superior precisa ser aperfeiçoada para melhorar a formação inicial e continuada dos professores”, afirmou o ministro, reconhecendo a que este é um dos gargalos da educação no país. Para o estudo Formação Continuada de Professores no Brasil, foram entrevistados, por meio eletrônico, 2.732 pessoas entre secretários de Educação, supervisores de ensino, diretores de escolas, coordenadores pedagógicos e professores entre novembro de 2012 e março de 2013. Durante a cerimônia, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoa de Nível Superior (Capes), anunciou um edital para desenvolver a formação de quadros em competência socioemocional (aptos a lidar com estudantes em situação de instabilidade), da graduação ao doutorado, em psicologia, pedagogia e licenciaturas. Serão oferecidas bolsas para 30 doutorandos, 60 mestrandos, 150 professores de educação básica das escolas públicas e 300 estudantes de graduação. Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20573:estudo-revela-que-desempenho-de-alunos-melhora-em-ate-70-com-professor-capacitado&catid=211&Itemid=86

Membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, o engenheiro Jorge Cintra fez uma descoberta que pode mudar os livros escolares. Em um artigo recente, ele contesta o mapa das Capitanias Hereditárias eternizado por Francisco Adolfo de Varnhagen, considerado o pai da historiografia nacional, e propõe mudanças significativas no seu desenho. A partir de documentos da época, Cintra, que leciona na Escola Politécnica da USP, conseguiu reconstruir com maior exatidão os limites das porções de terra doadas, entre 1534 e 1536, pela Coroa Portuguesa a comerciantes e nobres lusitanos. A técnica evoluiu muito, os instrumentos de medição também. Para a cartografia, isso proporciona maior rigor na obtenção de resultados. E, sobretudo, acho que o professor Cintra, por ser engenheiro, teve uma exatidão que talvez um historiador não tivesse. O grande mérito dele foi ter verificado um erro de base, um erro de interpretação - elogia o geógrafo Jurandyr Ross, responsável por romper um paradigma semelhante ao propor uma nova classificação para o relevo brasileiro. O sistema de Capitanias Hereditárias, que já havia sido utilizado com relativo sucesso na África, dividiu o território em 15 partes e pretendia viabilizar a exploração das riquezas do “Novo Mundo”. As terras tinham como limites o Oceano Atlântico, a Leste, e o Tratado de Tordesilhas, a Oeste. Após recuperar, analisar minuciosamente as cartas de doação e de notar detalhes que passaram despercebidos por Varnhagen em mapas da época, Cintra assegura que, no Norte, a divisão das fronteiras não foi feita de acordo com paralelos, e sim através de meridianos. - Coloquei tudo em dúvida. Descobri um erro ao Sul e resolvi conferir todo o resto. Logo percebi que, de fato, o Norte não estava bem resolvido. Havia capitanias finas demais, era uma incógnita - explica. De fato, as fronteiras que constam no mapa do Atlas Histórico Escolar do MEC, desenhado por Manoel Maurício de Albuquerque sob forte influência das definições de Varnhagen, mostram territórios extremamente estreitos no Norte. Para Cintra, frases contidas nos documentos de doação são as chaves para a solução do problema. Por exemplo, o documento destinado a Antonio de Cardoso de Barros diz: “As quais quarenta léguas se estenderão e serão de largo ao longo da costa e entrarão na mesma largura pelo sertão e terra firme adentro”. Leia mais: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/estudioso-reconstroi-capitanias-hereditarias-afirma-que-livros-escolares-estao-errados-13170302

Nova lei pretende levar o cinema brasileiro para todas as escolas. Agora, elas terão que exibir mensalmente pelo menos duas horas de filmes produzidos no Brasil. Para cineastas e especialistas, a exibição obrigatória vai ajudar a escoar a produção nacional, além de formar plateia. Será necessário, no entanto, cuidado na seleção dos filmes e no planejamento das aulas. "Há pelo menos duas formas de o cinema entrar na sala de aula: uma, a mais danosa para a sociedade brasileira, quando entra como substituto do professor ou como simples dispositivo para compensar buraco na ausência do professor. A outra é o cinema como espécie de mediação para que os alunos comecem a entender o mundo. Aí está a grande potência, até mesmo política", explica a professora e pesquisadora Ramayana Lira – integrante do Conselho Deliberativo da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual. Ramayana explica que existe uma especificidade na linguagem audiovisual, que não se trata apenas do conteúdo mostrado no filme, mas também da estética e de outros elementos. Para trabalhar as produções por completo, os professores devem ser capacitados. Segundo ela, é importante a participação dos pesquisadores em cinema nesse processo, além do Poder Público e dos próprios produtores, que terão mais uma canal de divulgação das obras. Para o professor da Universidade de São Paulo (USP) Marciel Consani, a exibição dos filmes em todas as escolas do país será "uma tarefa desafiadora". Não há um hábito de ir ao cinema para ver filme brasileiro", diz ele, que é especialista em educomunicação. "A escola é uma plataforma interessante para criar esse hábito. Mas isso tem que ser feito da maneira correta, amparada metodologicamente, para que não se consiga o contrário, traumatizar os jovens com filmes maçantes e desinteressantes." Um filme, segundo Consani, é um produto indivisível que deve ser analisado como obra completa. A exibição de trechos de filmes para que se dê tempo de analisá-los em um a aula pode ser algo danoso. A sugestão para tempos menores é que os professores escolham média e curta-metragens. Outra preocupação é não usar como verdade filmes que contenham erros históricos, por se tratarem de adaptações. Nas salas de cinema, os filmes brasileiros têm ganhado espaço e público. Segundo o Informe de Acompanhamento do Mercado do primeiro trimestre de 2014 da Agência Nacional do Cinema (Ancine), no período, foram vendidos 35,8 milhões de ingressos. O público para filmes brasileiros aumentou em 15,9% em relação aos três primeiros meses de 2013, enquanto os estrangeiros tiveram uma redução de 0,6%. Apesar disso, as produções estrangeiras ainda detêm a maior parte da audiência (79,6% dos ingressos). "O maior gargalo do cinema brasileiro é a distribuição. Fabricamos, fazemos filmes, mas eles não chegam às salas, ficamos a ver navios", diz o diretor de cinema Cláudio Assis. Seus longa-metragens Amarelo Manga (2002), Baixio das Bestas (2006) e Febre do Rato (2011) foram premiados em festivais de cinema nacionais e internacionais e todos receberam. O informe da Ancine mostra que foram 17 estreias de filmes brasileiros no primeiro trimestre nas salas de cinema e apenas cinco tiveram mais de 100 mil espectadores. Segundo o vice-presidente da Associação Paulista dos Cineastas, Sérgio Rosizenblit, a maior parte da produção não é exibida no cinema. Para se ter ideia, apenas em São Paulo estão sendo produzidas 100 obras. Rosizenblit diz que existem grupos de trabalho discutindo formas de escoar melhor a produção e que um diálogo mais próximo com as escolas poderá entrar em pauta. Com o cumprimento da lei, o cinema brasileiro chegará a mais de 190 mil escolas em todo o país, segundo o Censo Escolar de 2013. O número é bem maior que o de salas, que, de acordo com a Ancine, são 2.738 no Brasil. "As escolas são essenciais. Vão multiplicar os espaços de exibição." Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/cineastas-chamam-atencao-para-selecao-de-filmes-planejamento-das-aulas-13250409

As escolas brasileiras — públicas e privadas — das áreas urbanas estão fazendo um uso maior de computadores e da internet em atividades pedagógicas com os alunos. No entanto, na maioria dos colégios, a aplicação dessas ferramentas ainda permanece restrita a espaços como laboratórios de informática ou até, insolitamente, apenas às salas de professores, secretaria e diretoria. Ou seja, longe das salas de aula. É o que revela a pesquisa nacional TIC Educação 2013, divulgada ontem pelo Comitê Gestor de Internet no Brasil (CGI.br). Para especialistas, uma integração maior desses recursos ao principal ambiente de ensino pode beneficiar estudantes e mestres, ainda que também represente desafios. Realizado entre setembro e dezembro do ano passado, o levantamento analisou 994 escolas de cidades das cinco regiões do país — universo superior às 856 instituições avaliadas em 2012. Para esta edição, foram entrevistados presencialmente 939 diretores, 870 coordenadores pedagógicos, 1.987 professores e 9.657 alunos, a partir de questionários estruturados. De acordo com a pesquisa de 2013, a presença de computadores nas escolas brasileiras é praticamente universal nas áreas urbanas. Enquanto, nas instituições públicas que dispõem de computadores, as máquinas de mesa estão presentes em todas, nas particulares o índice é de 99% (enquanto isso, crescem notebooks e tablets). Quanto à disponibilidade dos equipamentos para o uso de professores com os alunos, os percentuais também são consideráveis: 76% nas unidades públicas e 85% nas privadas. Entretanto, apesar da presença dos equipamentos, muitos ficam longo do alcance dos estudantes: 89% das instituições públicas com computadores os têm na sala do coordenador pedagógico ou diretor; 85%, no laboratório de informática; e somente 6%, nas salas de aula. Já nas escolas particulares, os índices são de 93%, 71% e 23%, respectivamente. Os laboratórios de informática mantêm a hegemonia absoluta no uso de tecnologia em atividades desenvolvidas pelos professores em conjunto com os alunos. Na pesquisa, 76% dos mestres de escolas públicas disseram usar as máquinas para o ensino nos espaços específicos, enquanto 46% afirmaram usar a tecnologia nas salas convencionais. Nas escolas particulares, no entanto, os mestres que aplicam as ferramentas digitais nas salas de aula chegam a 70%. Apesar de exaltar a larga presença dos computadores e da internet nas escolas, a coordenadora da TIC Educação, Camila Garroux, diz achar importante que as novas políticas públicas passem a focar agora a integração da tecnologia às práticas pedagógicas. Esse processo, ela explica, passa por levar as tecnologias da informação ao cotidiano de professores e alunos. Coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara também afirma ver com bons olhos uma maior integração dessas ferramentas ao cotidiano de professores e alunos. No entanto, ele ressalta que, além de benefícios, a experiência também traz desafios. Quanto ao acesso à internet nas escolas, a TIC Educação também mostra que ele já é praticamente universal, com 95% das instituições da rede pública e 99% da rede privada conectados. A velocidade de conexão, no entanto, ainda cria um abismo entre os dois tipos de escola: enquanto 52% das públicas declararam ter conexão de só até 2Mbps (qualidade aquém do ideal), nas particulares esse percentual cai a 28%. Apesar do predomínio da velocidade baixa, as instituições públicas registraram uma melhora na tecnologia utilizada para acessar a rede: saltou de 57% para 71%, em apenas um ano, o percentual de escolas conectadas com redes sem fio. Outro destaque da pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) é o que trata dos tipos de máquina presentes nas escolas. Enquanto os computadores de mesa e portáteis registraram pouca alteração em relação ao ano anterior, os tablets saltaram de 2% para 11% nas escolas públicas — nas particulares, o índice é de 13%. Nesta edição, pela primeira vez desde que começou a ser realizada, em 2010, a TIC Educação incorporou novos indicadores que analisam o uso por professores dos recursos educacionais obtidos na web para as atividades com os alunos. Tanto nas escolas públicas como nas particulares, 96% deles disseram fazer uso de elementos buscados na rede para as aulas e, entre os elementos mais usados, estão imagens ou fotos, textos, questões de prova e vídeos. Apesar dos índices considerados positivos, os novos parâmetros também apontam para questões que podem ser melhoradas, como a utilização da internet pelos professores para a criação de conteúdos próprios para as aulas. (Adaptado) Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/escolas-publicas-urbanas-tem-acesso-universal-computadores-mas-so-6-os-usam-em-salas-de-aula-13263702

Se na Copa do Mundo nossa seleção teve resultado decepcionante, o mesmo não se pode dizer do time de estudantes brasileiros que participaram da 55ª Olimpíada Internacional de Matemática (IMO, da sigla em inglês), na África do Sul. Ao todo, os alunos conquistaram cinco medalhas, sendo três de prata e duas de bronze.Com isso, o Brasil ocupou a 34ª posição no ranking geral por países com 122 pontos. No topo da tabela está a equipe da China, com 201 pontos, seguida pelos Estados Unidos, com 193 e Taiwan, com 192. Ao todo, 560 estudantes de 101 países participaram da competição. As provas ocorreram dos dias 8 e 9 de julho, na Universidade da Cidade do Cabo. Em cada dia, os estudantes tiveram 4h30 para resolver três problemas de matemática, selecionados a partir de diferentes áreas da matemática do ensino médio como álgebra, análise combinatória, geometria e teoria dos números. Murilo Corato Zanarella, 16 anos, Rodrigo Sanches Ângelo, 18 anos, de São Paulo e Daniel Lima Braga, 16 anos, do Ceará, tiveram o melhor desempenho da equipe brasileira garantindo as medalhas de prata, enquanto Victor Oliveira Reis, 17 anos, de Pernambuco e Alexandre Perozim de Faveri, 17 anos, de São Paulo, voltaram ao país com as medalhas de bronze. Alessandro de Oliveira Pacanowski, 18 anos, do Rio de Janeiro recebeu uma menção honrosa. As medalhas conquistadas neste ano são apenas mais um exemplo de um histórico de resultados positivos do Brasil na competição. Desde 1979, ano em que os brasileiros participaram pela primeira vez, conquistamos 110 medalhas, sendo nove de ouro, 33 de prata e 68 de bronze, o que o torna o país latino-americano com o melhor retrospecto na história da competição. Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/brasil-conquista-cinco-medalhas-em-olimpiada-internacional-de-matematica-13273871

I CONEDU OFERTA NOVOS MINICURSOS

18 de Julho de 2014.

Devido à quantidade de inscritos e a grande demanda por vagas nos minicursos, o Congresso Nacional de Educação lançou mais dois minicursos para os congressistas: O direito tem sexo? - a contribuição das metodologias feministas para o debate de gênero na educação jurídica, a ser ministrado pelas professoras Profa. Ma. Katherine Lages Contasti (ASCES) e Profa. Ma. Tatyane Guimarães Oliveira (UFBA); e Educação, formação e Internet: a escola na era da comunicação, com a Profa. Ma. Maria Lúcia Serafim (UEPB). Os minicursos são gratuitos. As vagas são limitadas e a inscrição deverá ser feita através da área do congressista. Acesse: http://conedu.com.br/atividade.php

Professor de matemática em duas escolas de Salvador, no subúrbio ferroviário, Vanildo dos Santos Silva desenvolve, desde 2004, o projeto Uso de Materiais Manipuláveis nas Aulas de Geometria com Estudantes em Situação de Defasagem Escolar. O trabalho, que teve início na Escola Municipal da Fazenda Coutos, em um dos bairros mais pobres e violentos da região, surgiu de uma necessidade real, o desafio de ensinar matemática a estudantes com histórico de abandono, evasão e repetência. “Desde meu primeiro contato com os alunos, percebi que, antes de iniciar qualquer intervenção pedagógica, minha prática docente precisaria ir além da lousa e do giz”, revela Vanildo. “As dificuldades apresentadas estavam evidentes e se constituíam em um desafio pessoal.” O professor passou a pensar, então, em uma estratégia que apresentasse a linguagem matemática com aspectos concretos do cotidiano dos estudantes, sem perder de vista a parte formal e suas conexões. Sua intenção era propor “um modelo diferenciado” para trabalhar com matemática e assim induzir os estudantes a participar das aulas. O projeto tenta estabelecer um diálogo entre os quatro blocos de conteúdos da matemática: números e operações; espaço e forma; grandezas e medidas e tratamento da informação. Os estudantes podem assim comparar e discernir aspectos como largura, comprimento, volume, número de faces e vértices, entre outros. “Quando os estudantes foram levados a explorar situações por meio de materiais manipuláveis, sentiram-se mais motivados e, por conseguinte, engajaram-se de maneira mais efetiva nas aulas e alcançaram melhores resultados na aprendizagem”, avalia. A finalidade do projeto está centrada em dois pontos cruciais: a permanência do estudante em sala de aula e a ruptura do autoconceito de “aluno fracassado”. Assim, de acordo com Vanildo, por mais que existam conteúdos que precedam outros, a hierarquização entre eles não deve ser tão rígida como tradicionalmente é apresentada. Os conteúdos devem ser organizados em função de uma conexão, na qual não precisam ser esgotados necessariamente de uma única vez. “Para que o projeto tenha êxito, principalmente na questão da permanência do aluno, é preciso estar atento à ênfase maior ou menor que deve ser dada a cada item, que pontos merecem mais atenção e quais não são tão essenciais”, ressalta o professor. Segundo Vanildo, o projeto é desenvolvido também com alunos do Colégio Estadual Monteiro Lobato, no mesmo bairro. Ao longo dos anos, o trabalho tem passado por várias adequações. Com o projeto, Vanildo foi premiado em duas edições do Prêmio Professores do Brasil (2004 e 2013). “Isso representa a confirmação de que esforços como esse podem ser úteis na busca por respostas de como lidar com a situação de defasagem escolar e questões relacionadas às dificuldades de aprendizagem”, ressalta o professor. Há 19 anos no magistério, Vanildo tem licenciatura em matemática e em ciências contábeis e especialização em planejamento e prática de ensino superior. Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20606:professor-usa-exemplos-praticos-para-aluno-entender-matematica-&catid=222&Itemid=86

O Ministério da Justiça (MJ), lançou nesta segunda-feira (21) em parceria com a Universidade Federal de Goias, e o Ministério da Educação aplicativo que auxilia os professores da rede publica de ensino a buscarem informações sobre as classificações indicativas de programas de televisão, filmes e games. A plataforma é a versão digital mais elaborada da cartilha que já foi distribuída aos professores e que contém, além de outras orientações, em linguagem didática, os critérios sobre os quais foram baseadas as classificações disponíveis e oferece ainda, conteúdos para serem trabalhados em sala de aula. O secretário Nacional de Justiça, Paulo Abrão, destacou a importância da ferramenta para os educadores. “A partir deste aplicativo, os professores serão mais um agente de proteção da criança e do adolescente, no meio dessa política tão importante, que faz o direito de escolha do que deve e não ser assistido em casa, e agora também dentro da escola”, disse. O diretor adjunto do Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação, da estrutura do Ministério da Justiça, Davi Pires, disse que “ é fundamental que a classificação indicativa seja conhecida. Ela é um instrumento de informação, e a ferramenta só pode ser válida se as pessoas conhecerem. Levar o aplicativo para milhares de professores em sala de aula potencializa esta informação”. O MJ espera lançar a segunda fase deste aplicativo mais interativo para a população. Por enquanto, a plataforma só está disponível nos tablets distribuídos pelo MEC e pode ser baixado pelos professores, na loja virtual do ministério. Fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/educacao/noticia/2014/07/21/ministerio-da-justica-lanca-aplicativo-para-auxiliar-professores-da-rede-publica-136603.php

O mau gerenciamento das salas de aula das escolas públicas no Brasil faz com que os estudantes percam o equivalente a um dia inteiro de ensino por semana. O dado é do novo relatório “Professores excelentes: como melhorar a aprendizagem dos estudantes na América Latina e no Caribe”, divulgado pelo Banco Mundial. Ao observar mais de 15 mil salas de aula de três mil escolas em sete países latino-americanos, pesquisadores detectaram problemas relacionados às relações cotidianas entre alunos e educadores — falta de liderança, perda de tempo letivo com assuntos extracurriculares —, além de baixo padrão de formação de professores, ausência de planos de carreira, baixos salários e falhas nas avaliações de desempenho. Tudo isso, somado, explicaria o desempenho ruim dos alunos nas avaliações internacionais. —A observação das salas de aula no Brasil mostrou que 64% do tempo são direcionados a atividades acadêmicas; 27%, à organização da sala de aula; e 9%, a atividades que não competem ao ensino. O padrão para um bom gerenciamento seria com 90% direcionados às práticas pedagógicas, e 10%, para a organização sala — afirma Barbara Burns, uma das coordenadoras da pesquisa. O levantamento demonstrou que alunos com os melhores docentes conseguem superar em até 50% o conteúdo previsto para uma determinada série, antecipando tópicos da seguinte. Já nas escolas com os piores professores, a turma chega ao fim do ano letivo com menos da metade do conteúdo planejado. A pesquisa também revelou que o desempenho escolar dos estudantes influencia na economia do país. O relatório expõe que, se o México aumentasse o rendimento médio de seus estudantes no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) até o nível da Alemanha, seu produto interno bruto (PIB) teria um incremento de dois pontos percentuais. O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) afirma que o Estado não fornece condições para a atuação do professor, e isso é refletido em sala de aula. O relatório demonstra a falta de incentivo salarial. O nível de remuneração mensal em 2010, na América Latina, era entre 10% a 50% mais baixo do que a verificada em outras carreiras equivalentes. Essa relação se mantém desde 2000. Para o presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, Moacir Feitosa, há uma deficiência na formação, que deveria ser bem mais completa. A atenção mais direcionada é um dos pontos do relatório que demonstram como simples práticas podem gerar resultados. Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/pesquisa-mostra-que-alunos-perdem-um-dia-de-aula-por-semana-devido-ma-gestao-no-ensino-publico-13373845

AS MELHORES REDES PÚBLICAS

28 de Julho de 2014.

Estudo identifica as cidades com gestão do ensino mais eficiente. Entre capitais, Palmas e Teresina se destacam. São Paulo fica entre as piores. Ao fim do ensino fundamental, a média das escolas municipais e estaduais no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2011 foi de 4,2 na cidade de São Paulo e de 3,9 em Teresina. A simples comparação desses números do principal indicador de qualidade do MEC pode nos levar a crer que os alunos paulistanos estudam, em geral, em colégios um pouco melhores. Já é um feito digno de nota a capital do Piauí estar tão perto de São Paulo em termos de qualidade do ensino. Porém, um olhar mais sofisticado sobre os dados revela que, na realidade, o que há é uma enorme distância entre as duas redes públicas em favor de Teresina. Essa conclusão é possível a partir de um estudo dos pesquisadores José Francisco Soares (hoje presidente do Inep, mas na época da pesquisa ainda na UFMG) e Maria Teresa Gonzaga Alves (UFMG). Eles analisaram a eficiência das redes de ensino públicas dentro dos municípios brasileiros. O trabalho parte de um princípio já consagrado na avaliação educacional: o principal fator determinante do desempenho escolar é o nível socioeconômico dos alunos. Em outras palavras, escolas que atendem filhos de pais de maior renda e escolaridade têm uma grande vantagem, que nada têm a ver com a qualidade do trabalho dentro da escola, em relação às demais. Diante desta evidência tão robusta, os dois pesquisadores confrontaram os dados de aprendizado dos estudantes com um indicador do nível socioeconômico de suas famílias para calcular qual o efeito das escolas no desempenho final. Ao fazer essa comparação, foi possível identificar se as redes públicas apresentavam resultados melhores ou piores do que se esperaria caso o desempenho médio dos seus alunos refletisse perfeitamente somente o nível socioeconômico das famílias. Nessa comparação, que capta com mais precisão a eficiência da gestão e a qualidade do ensino, as capitais com melhores resultados no ensino fundamental são, pela ordem, Palmas, Teresina, Campo Grande, Fortaleza e Rio de Janeiro, todas com médias finais na Prova Brasil acima do que se esperaria a partir do perfil dos alunos que atendem. No outro extremo, aparecem Recife, Florianópolis, Cuiabá, São Paulo e, por último, Macapá. Soares e Maria Teresa Alves fizeram esse cálculo também para os demais municípios do país. O melhor é um já bastante conhecido pelo desempenho nas Olimpíadas Brasileiras de Matemática: Cocal dos Alves (PI). No conjunto, no entanto, as redes públicas mais eficientes estão em cidades mineiras de pequeno porte, que ocupam 91 das 100 melhores posições. Das cidades de médio porte com bom desempenho, os pesquisadores citam Sobral (CE), Patos de Minas (MG), Conselheiro Lafaiete (MG), Ubá (MG), Muriaé (MG), Sertãozinho (SP), Rio das Ostras (RJ), Nova Friburgo (RJ), Toledo (PR) e Foz do Iguaçu (PR). Os dados da pesquisa são interessantes também para comparar cidades de perfil semelhante. Teresina e São Luís, por exemplo, têm um número de escolas parecido e são ambas capitais de estados nordestinos de indicadores sociais baixos. No entanto, Teresina consegue fazer seus estudantes mais pobres avançarem mais do que se esperaria apenas pelo nível de renda deles, enquanto em São Luís acontece o oposto. Os efeitos da pobreza não podem ser minimizados e ela é responsável, em boa parte, pelo mau desempenho de algumas redes. Mas não explica tudo, como provam Soares e Maria Teresa Alves ao identificar gestões mais e menos eficientes no setor público. Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/as-melhores-redes-publicas-13401097

Informamos que prazo do pagamento da taxa de inscrição referente à 2ª chamada será encerrado em 31 de julho de 2014. Consequentemente, após essa data, os valores serão alterados. As inscrições seguem até 1 de setembro. O Congresso oportunizará debates acerca das práticas dos profissionais da Educação, aproximando a universidade da escola de educação básica para a produção de conhecimentos e demandas formativas, e esperamos que o evento amplie e aprimore os saberes e conhecimentos dos participantes através do compartilhamento interdisciplinar das experiências profissionais. Portanto, não perca esta excelente oportunidade. Garanta já sua vaga! Mais informações: http://conedu.com.br/normasinscricao.php

Ampliar a educação infantil no meio rural. Este é o objetivo das propostas elaboradas pelo Grupo de Trabalho Interinstitucional para a Educação Infantil no Campo, formado pelos ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA), da Educação (MEC) e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), instâncias governamentais ligadas ao tema e representantes dos movimentos sociais. “A criação do Grupo de Trabalho marca um esforço de integração e articulação de políticas públicas, no qual se faz presente ações de promoção da autonomia das mulheres rurais aliadas aos direitos das crianças dos campos, das florestas e das águas”, afirma a diretora-geral de Política para Mulheres Rurais do Ministério do Desenvolvimento Agrário (DPMR/MDA), Karla Hora. Ela explica que a ação contribui para sociabilizar o trabalho dos cuidados na infância, que na maioria das vezes fica para as mulheres. “A construção de creches e centros de educação, entre outras ações, também tem papel fundamental no combate a desigualdade de gênero no meio rural.” As propostas, que foram apresentadas na sexta-feira (25), em Brasília, serão entregues ao Ministério da Educação e ao Conselho Nacional de Educação, que darão continuidade ao trabalho de discussão desses temas e à implantação das estratégias descritas. Fonte: http://www.brasil.gov.br/educacao/2014/07/grupo-debate-novas-propostas-para-a-educacao-infantil-no-campo

Serão abertas às 12h desta quinta-feira (31) as inscrições para mais uma chamada do programa Inglês Sem Fronteiras. Ao todo, serão nove mil vagas em cursos presenciais de inglês oferecidos em universidades federais de todo o país. O prazo para confirmar candidatura encerra no dia 8 de agosto. As inscrições podem ser feitas pelo site do Inglês Sem Fronteiras. Os selecionados deverão cumprir carga horária presencial de quatro aulas de 60 minutos, distribuídas em pelo menos dois encontros semanais, em locais e horários definidos pela universidade credenciada. Os cursos terão a duração mínima de 30 dias e máxima de 120. Lançado pelo Ministério da Educação em dezembro de 2012, o programa Inglês sem Fronteiras foi elaborado para aprimorar a proficiência em língua inglesa dos estudantes universitários brasileiros e abrir oportunidades de acesso a instituições de ensino no exterior. Terão prioridade nas vagas os alunos de graduação de cursos das áreas do programa Ciência sem Fronteiras. É preciso que o candidato tenha feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010 e obtido média igual ou superior a 600 pontos, incluindo a redação. Além disso, é necessário ter concluído até 80% da carga horária total do curso, com maior índice de rendimento acadêmico, conforme parâmetros da própria universidade. Também podem participar bolsistas ou ex-bolsistas do programa Jovens Talentos para a Ciência de qualquer curso de graduação. Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/ingles-sem-fronteiras-abre-inscricoes-nesta-quinta-feira-13441837

“Nada é impossível. Se você se dedicar, você aprende”. É dessa forma que o estudante de uma escola pública de Santa Lúcia (SP) João Vitor Martinez de Oliveira, filho de um metalúrgico e de uma dona de casa, explicou a facilidade que tem para aprender idiomas. Além do português, o jovem de 18 anos domina outras nove línguas na leitura e na escrita: espanhol, francês, inglês, italiano, alemão, russo, japonês, coreano e mandarim, língua oficial da China, país onde fará intercâmbio por seis meses a partir de agosto após ser aprovado em um concurso. Aluno do Centro de Estudos de Línguas (CEL), na Escola Estadual João Manuel do Amaral, em Araraquara, Oliveira sempre frequentou escolas públicas onde aprendeu inglês e mandarim, mas aos 15 anos começou a estudar sozinho em casa. “Eu procurava músicas, textos, vídeos infantis com músicas do alfabeto para saber soletrar certas palavras e fui aprendendo. Depois treinava com amigos nativos que vinham fazer intercâmbio no Brasil, então, eu perguntava como se expressar no idioma deles com gírias como a gente também usa aqui”, relatou o jovem da pequena Santa Lúcia, cidade com 8,2 mil habitantes. Segundo ele, o mandarim é a língua preferida. “É também a mais difícil, porque não tem alfabeto, é preciso conhecer o ideograma”, contou. A paixão pelo idioma é tão grande que ele foi aprovado em primeiro lugar na região central em um concurso promovido pela Secretaria da Educação do Estado, em parceria com o Instituto Confúcio. No próximo mês, ele embarca para Nanchang e ficará hospedado por seis meses na Universidade Jiangxi Normal University com tudo pago. O jovem também receberá ajuda de custo no valor de 1,5 mil iuenes, a moeda local (cerca de R$ 500). A única despesa dele será com as passagens aéreas, que custam cerca de R$ 3,5 mil ida e volta. O valor foi pago pelos pais. Filho de um metalúrgico e de uma dona de casa, Oliveira tem uma irmã de 16 anos e outro de 23 e não se considera superdotado. “Tenho força de vontade, só isso. A maioria das pessoas não consegue aprender um idioma por falta de estudo”, explicou o jovem. Apesar da dedicação, ele disse que estuda apenas uma hora por dia e que prefere conversar com os nativos que vêm ao Brasil aprender português. O contato permitiu que ele aprendesse com os estrangeiros até a cozinhar. “A culinária chinesa é fácil”, relatou. Com a ajuda da internet, Oliveira frequenta as redes sociais chinesas e disse estar preparado para a nova aventura, apesar da ansiedade. “É um país com uma cultura totalmente diferente, então você tem aquele receio do choque cultural, mas estou confiante de que vai dar tudo certo”, disse. Quando voltar, ele pensa em prestar vestibular para o curso de letras em alguma universidade pública. Um dos objetivos do estudante é se tornar professor de língua portuguesa na China. O outro é aprender grego. A mãe do estudante disse que está contente com a novidade, mas triste porque o filho ficará mais de 17 mil quilômetros distante de casa. "Vai dar saudade, preocupação, mas acredito que vai dar tudo certo porque ele é responsável, se esforça, então ele merece”, afirmou a dona de casa. Fonte: http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2014/07/e-preciso-se-dedicar-diz-estudante-da-rede-publica-que-domina-10-idiomas-santa-lucia.html

Professores do ensino médio já podem pesquisar os livros que vão escolher para uso nas escolas da rede pública a partir do próximo ano. O Guia de Livros Didáticos 2015, que contém resenhas e informações de cada uma das obras selecionadas para o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), está disponível no portal eletrônico do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O período para a escolha dos livros didáticos será de 22 de agosto a 1º de setembro, no sistema eletrônico do FNDE. Desta vez, serão selecionadas obras destinadas a alunos e professores do ensino médio de todas as disciplinas: português, matemática, história, geografia, física, química, biologia, filosofia, sociologia, língua estrangeira (inglês e espanhol) e arte. Com o guia em mãos, professores, diretores e coordenadores pedagógicos podem conhecer melhor os livros e selecionar os mais adequados ao método de ensino de cada escola. Depois disso, basta entrar no sistema do FNDE e oficializar a escolha. Devem ser selecionadas duas opções de cada componente curricular, de editoras diferentes. Caso não seja possível a aquisição dos livros da editora da primeira opção, o FNDE comprará as obras da segunda opção. Para facilitar ainda mais a escolha, o FNDE oferece em seu portal uma série de documentos de apoio, como Orientações para a escolha, Compromissos da escola e Normas de conduta. Após trabalhar os dados sobre os pedidos feitos por escolas públicas de todo o país, o FNDE negocia a aquisição das obras com as editoras e, em função da escala da compra, consegue preços bem abaixo dos praticados no mercado. A previsão é de comprar cerca de 90 milhões de exemplares em benefício de 7 milhões de alunos do ensino médio. Também haverá aquisição de livros do ensino fundamental para reposição e complementação. Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20642:professores-ja-podem-acessar-o-guia-de-livros-didaticos-2015&catid=211&Itemid=86

O I CONEDU É SUCESSO NACIONAL

06 de Agosto de 2014.

Com quase 2 mil inscrições concluídas e mais de 3 mil cadastros, o I Congresso Nacional de Educação é sucesso e recebe inscrições de todo o Brasil. O congresso é interdisciplinar e terá participação de palestrantes renomados. Foi divulgado em vários sites, dentre eles o da Secretaria de Educação do Estado da Paraíba (Núcleo de Educação a Distância) e no site da Cátedra Unesco de Educação de Jovens e Adultos, na qual o coordenador geral será um de nossos palestrantes - o professor Dr. Timothy D. Ireland. As temáticas a serem discutidas são pertinentes para a construção de novas ideias acerca do desenvolvimento educacional do nosso país, resignificando as práticas pedagógicas. As inscrições continuam abertas até o dia 1 de setembro, com prazo de submissão de trabalho em 11 de agosto. Com a temática “Inovação, Ciência e Tecnologia: desafios e perspectivas”, o Congresso é uma realização da Associação Internacional de Pesquisa na Graduação em Pedagogia (AINPGP) e apoio da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

PROFESSOR POR NATUREZA

11 de Agosto de 2014.

Livro lançado nos EUA ataca a ideia de que ensinar é um dom natural e mapeia boas práticas em formação docente. Acaba de ser lançado nos Estados Unidos o livro “Building a Better Teacher” (Construindo um Professor Melhor). É o resultado de um trabalho de seis anos da jornalista Elizabeth Green, que acompanhou professores em salas de aula ao redor do mundo e mapeou as experiências mais bem-sucedidas em seu país na área de formação de educadores. Seu ponto central é a crítica ao que classifica como o mito de que ensinar é um talento natural, como se alguns nascessem com esse dom e outros, não. No contexto americano, Green ressalta que o debate em relação à qualificação docente é polarizado por dois extremos que cometem esse mesmo erro. Num deles estão os defensores de políticas de avaliação docente. Por lá, as vozes mais influentes da tese são as da Fundação Bill Gates e a do economista Eric Hanushek. Este último é autor de estudos que influenciaram políticas públicas ao destacar, entre outros pontos, que identificando bons e maus professores e demitindo os piores, seria possível dar um salto de qualidade na educação. No outro extremo, estão principalmente os sindicatos, que cobram dos governos mais autonomia para que os professores possam desenvolver seu trabalho dentro de sala de aula. Nesse caso, o exemplo mais citado é o da Finlândia, país que, até a penúltima avaliação do Pisa, figurava entre os melhores do mundo na educação e conhecido por dar a seus profissionais de ensino um grau de liberdade sem equivalente para padrões americanos. Para Green, o problema dessas duas abordagens é que ambas deixam em segundo plano a necessidade de capacitar melhor os professores para que possam exercer seu trabalho com eficiência, como se bastasse demitir os piores ou dar liberdade a todos para que o trabalho em sala de aula melhore. Dos vários exemplos citados no livro, dois se destacam. Um deles é do diretor de escolas Doug Lemov, que filmou e estudou exaustivamente bons professores atuando em sala de aula para identificar suas práticas. O trabalho de Lemov virou um livro, já traduzido no Brasil, com o título “Aula Nota Dez”. O outro é da Faculdade de Educação da Universidade de Michigan, conduzido pela decana Deborah Ball, focado em construir habilidades para ensinar matemática. No projeto, professores são capacitados para entender, por exemplo, a lógica por trás de erros comuns dos estudantes. São ensinadas também estratégias para melhorar o aprendizado. Vão desde questões diretamente ligadas às atividades de sala de aula até habilidades que se mostraram importantes para melhorar o desempenho do aluno, como saber se comunicar bem com os pais. Ao comparar a experiência norte-americana com a do Japão, Green mostra ainda que os professores japoneses dedicam muito mais tempo a trocar experiências entre si que os americanos. Recente estudo, já citado aqui, divulgado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) mostra que o Brasil também está entre as nações onde os professores menos costumam assistir às aulas de colegas em busca de melhores práticas. Outro ponto abordado no livro é que a formação recebida pelos futuros professores na universidade praticamente ignora essas habilidades necessárias para atuar numa sala de aula. Em Harvard, apenas 19 das 500 disciplinas do catálogo da Faculdade de Educação trazem a palavra “ensinar”.O livro de Green trata do contexto norte-americano, mas os problemas descritos por ela em vários trechos parecem retirados de estudos já publicados no Brasil sobre os mesmos temas. Aqui, como lá, formamos mal nossos professores e esperamos que eles se virem sozinhos para dar conta do imenso desafio de ensinar. Não há como dar certo. Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/professor-por-natureza-13555361

Um carioca de 35 anos se tornou o primeiro brasileiro a receber a prestigiada Medalha Fields, considerada o prêmio Nobel da matemática. Artur Avila foi anunciado como merecedor da láurea máxima da União Internacional de Matemática (IMU, na sigla em inglês), durante o Congresso Internacional de Matemáticos, nesta terça-feira, quarta de manhã em Seul, na Coreia do Sul, onde o evento acontece. A medalha é entregue a cada quatro anos, a no mínimo dois e no máximo quatro profissionais com menos de 40 anos cujos trabalhos um comitê secreto julga terem sido fundamentais para o avanço da matemática. Junto com Avila, este ano a Fields foi entregue também ao canadense Manjul Bhargava, ao austríaco Martin Hairer e à iraniana Maryam Mirzakhani.“Artur Avila fez notáveis contribuições no campo dos sistemas dinâmicos, análise e outras áreas, em muitos casos provando resultados decisivos que resolveram problemas há muito tempo em aberto. Quase todo seu trabalho foi feito por meio de colaborações com cerca de 30 matemáticos de todo mundo. Para estas colaborações, Avila traz um formidável poder técnico, a engenhosidade e tenacidade de um mestre em resolver problemas e um profundo senso para questões profundas e significativas. Os feitos de Avila são muitos e abrangem uma ampla gama de tópicos. Com sua combinação de tremendo poder analítico e profunda intuição sobre sistemas dinâmicos, Artur Avila certamente continuará um líder na matemática ainda por muitos anos”, escreveu o comitê da IMU na sua justificativa para o prêmio. Ex-aluno de duas escolas tradicionais do Rio, os colégios Santo Agostinho e São Bento, o calculista coleciona medalhas desde os 13 anos, quando ganhou um bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) de 1992. De lá até receber a sonhada Fields, Avila conquistou alguns ouros em outras edições da olimpíada e concluiu seu doutorado no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), em 2001, aos 21 anos. Hoje, divide seu tempo entre o Impa, onde atua como pesquisador extraordinário, e o trabalho de diretor de pesquisa do Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França, em Paris.À diferença do Nobel, cujos vencedores só sabem da premiação após o anúncio oficial na Suécia, os ganhadores da Medalha Fields são informados previamente. O carioca, que já havia sido cogitado para o prêmio em 2010, recebeu a notícia há dois meses, com um certo alívio. O matemático trabalha com a área de sistemas dinâmicos, mais conhecida como a teoria do caos, que busca descrever e prever como evoluem todos os sistemas que mudam com o tempo. A formação de uma nuvem, por exemplo, desenvolve-se como base em um sem-número de fatores. Trata-se de um campo de mais alta complexidade. Avila e os outros três ganhadores deste ano se juntam às outras 52 pessoas laureadas desde a primeira Medalha Fields, em 1936. O prêmio foi criado pelo canadense John Charles Fields, para “reparar” o erro do sueco Alfred Nobels, que, ao elaborar o Prêmio Nobel, em 1895, desconsiderou a matemática como ciência importante. Hoje, os ganhadores da Medalha Fields recebem 15 mil dólares canadenses (R$ 31 mil). Valor bem menor do que as 8 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 2,7 milhões) pagos aos premiados com o Nobel. Nas 17 edições anteriores da Fields, os americanos foram os mais premiados (12 vezes). A medalha de Ávila é a primeira de um matemático da América Latina. Orientador do pesquisador em seu doutorado no Impa, Welington de Melo afirma que o trabalho dele já o credenciava à medalha no congresso de 2010, na cidade indiana de Hyderabad (a próxima edição, aliás, acontece no Rio, em 2018.). (Adaptado) Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/brasileiro-ganha-nobel-da-matematica-13577813

NOTA AOS CONGRESSISTAS

15 de Agosto de 2014.

Prezados, em virtude do ocorrido nas últimas horas e por respeito aos congressistas, a comissão PRORROGOU o prazo de submissão de trabalho novamente até a data de HOJE (15), IMPRETERIVELMENTE, às 23h59. Agradecemos a todos os participantes e informamos que o nosso evento está um sucesso, temos mais de 2 mil inscrições concluídas, mas de 4 mil cadastros e mais de MIL trabalhos submetidos sem nenhum problema. Estamos organizando um grande Congresso para todos. Preparamos cada detalhe para oferecer-lhes o melhor. Nossa Comissão Científica é composta por vários professores renomados. Esperamos construir um ótimo congresso junto a vocês, no qual possamos contribuir para o crescimento cognitivo e humano, bem como impulsionar vossa reflexão acerca das práticas pedagógicas.

Antropólogo, sociólogo e filósofo, Edgar Morin critica o modelo ocidental de ensino e diz que o professor tem uma missão social, por isso, segundo ele, “é preciso educar os educadores”. Na sua opinião, como seria o modelo ideal de educação? A figura do professor é determinante para a consolidação de um modelo “ideal” de educação. Através da Internet, os alunos podem ter acesso a todo o tipo de conhecimento sem a presença de um professor. Então eu pergunto, o que faz necessária a presença de um professor? Ele deve ser o regente da orquestra, observar o fluxo desses conhecimentos e elucidar as dúvidas dos alunos. Por exemplo, quando um professor passa uma lição a um aluno, que vai buscar uma resposta na Internet, ele deve posteriormente corrigir os erros cometidos, criticar o conteúdo pesquisado. É preciso desenvolver o senso crítico dos alunos. O papel do professor precisa passar por uma transformação, já que a criança não aprende apenas com os amigos, a família, a escola. Outro ponto importante: é necessário criar meios de transmissão do conhecimento a serviço da curiosidade dos alunos. O modelo de educação, sobretudo, não pode ignorar a curiosidade das crianças. Quais são os maiores problemas do modelo de ensino atual? O modelo de ensino que foi instituído nos países ocidentais é aquele que separa os conhecimentos artificialmente através das disciplinas. E não é o que vemos na natureza. No caso de animais e vegetais, vamos notar que todos os conhecimentos são interligados. E a escola não ensina o que é o conhecimento, ele é apenas transmitido pelos educadores, o que é um reducionismo. O conhecimento complexo evita o erro, que é cometido, por exemplo, quando um aluno escolhe mal a sua carreira. Por isso eu digo que a educação precisa fornecer subsídios ao ser humano, que precisa lutar contra o erro e a ilusão. O senhor pode explicar melhor esse conceito de conhecimento? Vamos pensar em um conhecimento mais simples, a nossa percepção visual. Eu vejo as pessoas que estão comigo, essa visão é uma percepção da realidade, que é uma tradução de todos os estímulos que chegam à nossa retina. Por que essa visão é uma fotografia? As pessoas que estão longe, são pequenas, e vice-versa. E essa visão é reconstruída de forma a reconhecermos essa alteração da realidade, já que todas as pessoas apresentam um tamanho similar. Todo conhecimento é uma tradução, que é seguido de uma reconstrução, e ambos os processos oferecem o risco do erro. Existe um outro ponto vital que não é abordado pelo ensino: a compreensão humana. O grande problema da Humanidade é que todos nós somos idênticos e diferentes, e precisamos lidar com essas duas ideias que não são compatíveis. A crise no ensino surge por conta da ausência dessas matérias que são importantes ao viver. Ensinamos apenas o aluno a ser um indivíduo adaptado à sociedade, mas ele também precisa se adaptar aos fatos e a si mesmo. Entrevista completa em: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/a-educacao-nao-pode-ignorar-curiosidade-das-criancas-diz-edgar-morin-13631748

O brasileiro não reconhece a escola como elemento importante na formação da cidadania. O sistema de educação básica aparece em penúltimo lugar - atrás apenas do Judiciário - em avaliação da contribuição das instituições para formação e disseminação dos valores cívicos feita em pesquisa da CPM Research com 1.110 entrevistados. A família aparece em primeiro lugar, seguida da universidade, da mídia, da polícia e do Ministério Público.O estudo será apresentado hoje no Encontro Internacional do Ciclo Educação para o Futuro, na PUC-SP. Segundo o estudo, feito com habitantes das cinco regiões do país no início deste mês, os brasileiros não adimitem ter deficiências na formação sobre o assunto. A maioria se considera cidadão ativo por ter consciência de seus direitos e deveres. - As manifestações de junho de 2013 mostraram a nossa incapacidade no que diz respeito à cidadania ativa. Cada um saiu de casa com o seu cartaz, dizendo o que era importante para si, mas sem estar organizado. Isso vem de uma falta de formação no ensino básico, que não nos ensina sobre nossos direitos e deveres como cidadãos - avalia Oriana Monarca White, diretora da CPM Research e membro do Núcleo de Estudos de Futuro (NEF) da PUC-SP. Entre as ações consideradas mais importantes para ser um cidadão ativo, “Ensinar as crianças a serem cidadãos ativos desde os primeiros anos da escola” aparece quinto lugar e “Acompanhar o trabalho dos representantes públicos” em nono, atrás, por exemplo, de “Ter um CPF”, em sétimo. Oriana desenvolve pesquisa de pós-doutorado sobre o tema. Ela compara a situação do Brasil com a de outros países como Itália e Espanha, onde o ensino de cidadania ativa é orientado por programas conduzidos pelos ministérios da educação. Durante um mês, a professora aplicou métodos usados por esses países em duas escolas públicas de São Paulo. O projeto envolveu exibição de filme, leitura de contos e fotografia. - A ideia foi fortalecer alguns preceitos e ensiná-las a se articular na hora de reclamar - conta Oriana. Duas educadoras italianas, Milva Valentini e Patrizia Bracarda, vão participar do encontro na PUC-SP. Depois de apresentar o projeto de pós-doutorado, em outubro, Oriana pretende enviar propostas sobre o tema para o Ministério da Educação: - A discussão desse tema nas escolas, desde muito cedo, precisa ser imposta pelo ministério. É incrível que a sociedade civil - através de ONGs, por exemplo - se organize para trabalhar com isso. Mas precisamos de leis tratando do assunto. Fonte:http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/brasileiro-nao-reconhece-escola-como-instituicao-importante-na-formacao-da-cidadania-13661755

O brasileiro não reconhece a escola como elemento importante na formação da cidadania. O sistema de educação básica aparece em penúltimo lugar - atrás apenas do Judiciário - em avaliação da contribuição das instituições para formação e disseminação dos valores cívicos feita em pesquisa da CPM Research com 1.110 entrevistados. A família aparece em primeiro lugar, seguida da universidade, da mídia, da polícia e do Ministério Público.O estudo será apresentado hoje no Encontro Internacional do Ciclo Educação para o Futuro, na PUC-SP. Segundo o estudo, feito com habitantes das cinco regiões do país no início deste mês, os brasileiros não adimitem ter deficiências na formação sobre o assunto. A maioria se considera cidadão ativo por ter consciência de seus direitos e deveres. - As manifestações de junho de 2013 mostraram a nossa incapacidade no que diz respeito à cidadania ativa. Cada um saiu de casa com o seu cartaz, dizendo o que era importante para si, mas sem estar organizado. Isso vem de uma falta de formação no ensino básico, que não nos ensina sobre nossos direitos e deveres como cidadãos - avalia Oriana Monarca White, diretora da CPM Research e membro do Núcleo de Estudos de Futuro (NEF) da PUC-SP. Entre as ações consideradas mais importantes para ser um cidadão ativo, “Ensinar as crianças a serem cidadãos ativos desde os primeiros anos da escola” aparece quinto lugar e “Acompanhar o trabalho dos representantes públicos” em nono, atrás, por exemplo, de “Ter um CPF”, em sétimo. Oriana desenvolve pesquisa de pós-doutorado sobre o tema. Ela compara a situação do Brasil com a de outros países como Itália e Espanha, onde o ensino de cidadania ativa é orientado por programas conduzidos pelos ministérios da educação. Durante um mês, a professora aplicou métodos usados por esses países em duas escolas públicas de São Paulo. O projeto envolveu exibição de filme, leitura de contos e fotografia. - A ideia foi fortalecer alguns preceitos e ensiná-las a se articular na hora de reclamar - conta Oriana. Duas educadoras italianas, Milva Valentini e Patrizia Bracarda, vão participar do encontro na PUC-SP. Depois de apresentar o projeto de pós-doutorado, em outubro, Oriana pretende enviar propostas sobre o tema para o Ministério da Educação: - A discussão desse tema nas escolas, desde muito cedo, precisa ser imposta pelo ministério. É incrível que a sociedade civil - através de ONGs, por exemplo - se organize para trabalhar com isso. Mas precisamos de leis tratando do assunto. Fonte:http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/brasileiro-nao-reconhece-escola-como-instituicao-importante-na-formacao-da-cidadania-13661755

ESCOLA EM BALI FORMA LÍDERES VERDES

25 de Agosto de 2014.

No meio da floresta tropical balinesa, na Indonésia, uma escola sem paredes e toda construída em bambu pretende formar uma geração de futuros líderes verdes. Esse é o conceito da Green School (Escola Verde), que tem cerca de 200 alunos e atrai estudantes de mais de 50 países, além de voluntários e professores também do mundo inteiro. — Lá a gente vê que a liberdade não faz as crianças pirarem, como eu fui ensinada. Elas criam uma maturidade, mas sem parecerem pequenos adultos — lembra Carolina Bergier, de 28 anos, carioca que foi voluntária na escola durante cinco meses, em 2011. A Green School é uma das 40 iniciativas que serão apresentadas no encontro internacional Educação 360, entre 5 e 6 de setembro, pelos jornais O GLOBO e “Extra”, em parceria com o Sesc, a Prefeitura do Rio e a Fundação Getulio Vargas, com apoio do Canal Futura. O evento gratuito será realizado na Escola Sesc de Ensino Médio, em Jacarepaguá, e as inscrições podem ser feitas pelo site www.educacao360.com. Carolina vai apresentar no encontro o que viveu na escola em Bali. Um vídeo feito por um brasileirinho de 10 anos, que estuda por lá, vai ajudá-la na missão de passar para os visitantes a filosofia sustentável do colégio. A instituição foi criada em 2008 pelo canadense John Hardy. O empresário já morava há 20 anos em Bali quando foi levado pela esposa para ver o filme “Uma verdade inconveniente”, de Al Gore, que, ele conta, mudou sua vida. Decidiu, então, passar o resto da vida dedicado a fazer do planeta um lugar mais habitável para os filhos. Foi quando Hardy criou a escola para a formação dos “futuros líderes verdes no mundo”, como o próprio criador define em sua apresentação do TED (o congresso mundial “Tecnologia, Entretenimento, Design”), de 2010. Para John Hardy, formar uma criança de maneira completa fará com que ela também exija um mundo completo. Para isso, precisa ser “crítica e criativa no desafio de lidar com as questões do meio ambiente no mundo”. — A educação é centrada em cada aluno de maneira individual, com foco na sustentabilidade — lembra o professor de biologia Henrique Veloso, de 27 anos, que deu aulas na Green School durante nove meses, no ano passado. O modelo de ensino também é diferente. A instituição, que recebe jovens da pré-escola até o ensino médio, divide a rotina do aluno em três partes do dia. Primeiro, há uma lição temática, onde os estudantes são expostos a algum tema — sempre de maneira interdisciplinar. Depois, há uma lição de proficiência: uma maneira de desenvolver alguma habilidade. Por fim, há uma aula prática. Todas as três etapas do dia estão relacionadas com um mesmo tema e abordam diferentes visões daquele objeto. — O que mais me impressionou foi essa pedagogia. Na minha aula, por exemplo, eu tinha que conectar os meninos à natureza — explica Henrique. Formar líderes mundiais, no entanto, tem seu preço. A mensalidade é US$ 1 mil. Há 20% de vagas reservadas para crianças balinesas, que recebem bolsas de estudo. — A maneira com que a gente está lidando com educação é muito equivocada. Entender a criança como indivíduo único me transformou — opina Carolina Bergier. O Educação 360 também irá contar com conferências e mesas plenárias. (*Do Extra) Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/escola-em-bali-forma-lideres-verdes-13689498

A organização do I CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO a ser realizado no Centro de Convenções Raimundo Asfora, em Campina Grande – PB, no período de 18 a 20 de setembro de 2014 informa que a data limite para efetuar o pagamento referente à 3ª chamada encerrará em 1° DE SETEMBRO. O pagamento irá garantir a participação em todas as atividades, material do evento e certificado de participação. Lembramos ainda que as inscrições seguem abertas até a mesma data mencionada. O Congresso está sendo um sucesso e já possui mais de 4 mil cadastros com 2.500 inscrições concluídas. O CONEDU é interdisciplinar e terá participação de palestrantes renomados. As temáticas a serem discutidas são pertinentes para a construção de novas ideias acerca do desenvolvimento educacional do nosso país, resignificando as práticas pedagógicas.

A Universidade Politécnica da Flórida, nos Estados Unidos, foi inaugurada na semana passada na cidade de Lakeland prometendo abordagens inovadoras no ensino e na pesquisa em ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Uma dessas inovações é a biblioteca, que foi aberta neste mês com um acervo de 135 mil livros, mas nenhum deles impressos no papel. Todos estão em formato digital. A primeira aula da história da universidade aconteceu nesta segunda-feira (25)."É uma decisão corajosa avançar sem livros", disse à agência de notícias Reuters Kathryn Miller, a diretoria de bibliotecas da nova instituição. A ideia por trás dessa decisão é refletir a priorização pela alta tecnologia que permeia toda a missão da "Florida Poly", como a universidade é chamada nos Estados Unidos. Os 135 mil e-books podem ser acessados pelos estudantes pelo tablet ou notebook pessoais. O local, assim como o resto do campus, é equipado com internet sem fio. Além dos títulos já disponíveis, a instituição tem um orçamento de US$ 60 mil (cerca de R$ 140 mil) para comprar livros digitais por meio de softwares, para que os alunos possam lê-los uma vez gratuitamente. Com o segundo clique, a universidade compra o e-book. "Em vez de o bibliotecário colocar livros que eu acharia relevantes na estante, os estudantes é que estão escolhendo", disse Kathryn. Já que não têm mais a função de carregar e guardar os livros físicos, os bibliotecários contratados pela universidade têm como principal tarefa orientar os leitores a aprender a gerenciar os materiais digitais. A nova biblioteca, porém, não é 100% sem papel, segundo a Reuters. Alunos podem levar livros para estudar no local e emprestar livros em papel das outras 11 universidades estaduais da Flórida. A Politécnica é a 12ª universidade mantida pelo governo do estado da Flórida e o prédio principal do campus foi desenhado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava. A construção levou 28 meses e, além da biblioteca digital, há um supercomputador e laboratórios de pesquisa para estudantes e professores. Fonte: http://g1.globo.com/educacao/noticia/2014/08/nova-universidade-nos-eua-inaugura-biblioteca-sem-livros-em-papel.html

Marcelo Roma, de 24 anos, achava aos 19 que o campo não lhe traria futuro. Morador de Gendiba, comunidade rural da cidade baiana Presidente Tancredo Neves, o jovem quase quebrou a tradição da família de agricultores, mesmo sem perspectivas na cidade grande. Até que um primo o convenceu a fazer o ensino médio numa das unidades do Casa Familiar Rural, do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Sul da Bahia (PDCIS). Já no primeiro semestre, Marcelo tinha a capacidade de criar a própria colheita, e os resultados o animaram. — Eu era desacreditado na minha comunidade e agora tenho meu próprio negócio — resume ele, que se formou no ensino médio como técnico em agropecuária no ano passado. O Casa Familiar Rural é um dos 40 casos de sucesso que serão apresentados no encontro internacional Educação 360, realizado por O GLOBO e “Extra”, em parceria com o Sesc, a Prefeitura do Rio e a Fundação Getulio Vargas, com o apoio do Canal Futura. O modelo pedagógico do projeto combina a formação escolar com técnicas agrícolas e de empreendedorismo: os alunos ficam uma semana, em período integral, com aulas na sala e no campo, e duas na propriedade da família, aplicando os novos conhecimentos. Além de Presidente Tancredo Neves, o programa conta com mais duas unidades em funcionamento em Igrapiúna e em Nilo Peçanha. São 327 jovens que fazem parte das casas, e 424 já foram beneficiados. — Eles agora veem o campo de uma maneira diferente. O jovem vira a força produtiva e é a solução — explica Joana Almeida, assessora educacional da Fundação Odebrecht, que financia o projeto. Marcelo agora conseguiu, em cooperativa com os dois irmãos, um financiamento para a terra própria, onde planta banana, mandioca e abacaxi. — A escola criou em mim o desejo de ser meu próprio patrão — revela Marcelo, que pagará as terras em 20 anos. O Casa Familiar Rural foi um dos projetos visitados pelo jornalista Caio Dib, de 23 anos, que passou seis meses viajando atrás de iniciativas inovadoras em educação e agora vai lançar o livro “Caindo no Brasil — Uma viagem pela diversidade da educação”. No total, foram 58 cidades visitadas, de 12 estados diferentes. Na obra, Dib escolheu falar sobre nove escolas e projetos e mais quatro histórias de pessoas que conheceu durante sua pesquisa. Sua experiência também será contada no Educação 360. — Eu queria encontrar soluções criativas para a educação. E consegui. A escola, em minha opinião, tem que desenvolver as competências que a sociedade pede hoje: trabalho em equipe, responsabilidade, empatia... Essa é a nova tendência — explica o jornalista. No projeto baiano, ele se surpreendeu com a capacidade do PDCIS em fazer os jovens firmarem raízes no campo e transformarem a realidade local. — Esses jovens acabam se tornando empresários rurais e ficam empoderados a ensinar a comunidade, passar essas técnicas agrícolas para outros jovens. Eles tiveram mais do que educação. As inscrições para Educação 360 devem ser feitas exclusivamente pelo site www.educacao360.com. O evento acontece nos dias 5 e 6 de setembro, na Escola Sesc de Ensino Médio. (*Do “Extra”) Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/programa-no-interior-da-bahia-reduz-evasao-combinando-ensino-medio-com-tecnicas-agricolas-13738585

Apesar de haver escolas sem professores no Brasil, o número de formandos em licenciatura no país, entre 1990 e 2010, seria suficiente para atender à demanda atual por docentes, é o que revela a pesquisa inédita do professor José Marcelino de Rezende Pinto, da Universidade de São Paulo (USP). Faltam, portanto, profissionais interessados em seguir carreira dentro da sala de aula. O estudo aponta para a necessidade de tornar a profissão mais atrativa e de incentivar a permanência estudantil na área. Isso porque o número total de vagas na graduação é três vezes maior que a demanda por professores estimada nas disciplinas da educação básica. Em todas as áreas, só as vagas de graduação nas universidades públicas já seriam suficientes para atender à demanda. Para realizar a pesquisa, o autor cruzou a demanda atual por profissionais na educação básica com o número de formados nas diferentes disciplinas curriculares entre 1990 e 2010. Assim, só em Física é possível afirmar, de fato, que o número de formandos não é suficiente para suprir a necessidade. Segundo Marcelino, os titulados preferem ir para outras áreas a seguir a docência. — A grande atratividade de uma carreira é o salário. Mas, além da remuneração, o professor tem um grau de desgaste no exercício profissional muito grande. E isso espanta — afirma o pesquisador, que é da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP de Ribeirão Preto. Os cursos de formação de professores têm evasão maior que 30%, acima da média registrada por outras graduações: — Em vez de financiar novas vagas, muitas vezes em modalidade à distância sem qualidade, precisamos investir para que o aluno entre e conclua. Dados recentes mostram que há um déficit nas escolas brasileiras de 170 mil professores apenas nas áreas de Matemática, Física e Química. O salário de um professor é, em média, 40% menor que o de um profissional de formação superior. Foi essa diferença de renda que fez Simone Ricobom, de 40 anos, deixar a docência em 1998 — após cinco anos na área — para trabalhar na Previdência Social. — Havia o pensamento de que o professor tinha de ser um pouco mãe e eu queria ser profissional. Também percebi que não havia projeção na carreira — contou. Simone voltou a atuar na educação infantil entre 2008 e 2012, dessa vez na rede particular, mas se decepcionou novamente. O coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, diz que o resultado da pesquisa desconstrói um falso consenso sobre um "apagão". — Os dados reforçam que a principal agenda na questão docente é a da valorização. Isso é garantia de boa formação inicial e continuada, salário inicial atraente, política de carreira motivadora e boas condições de trabalho — explicou. Fonte: http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2014/09/falta-interesse-por-carreira-de-professor-indica-estudo-4588232.html

Não é de hoje que se luta por uma melhoria na eficiência do sistema educacional. Segundo a UNICEF Brasil, um dos grandes desafios relacionados à garantia da qualidade da educação é o de promover a permanência e a aprendizagem dos alunos nas escolas. Vários fatores influenciam no agravamento de uma educação de qualidade, como a desvalorização do professor, práticas de ensino-aprendizagem não eficientes, realidade socioeconômica da população, discriminações etc. No mês de maio de 2014, a BBC Brasil divulgou uma reportagem informando que o Brasil se distanciou da média de 40 países no ranking que compara capacidade cognitiva (medida por resultados de alunos nos testes internacionais PISA, TIMSS e PIRLS) e sucesso escolar (índices de alfabetização e aprovação escolar). O Brasil aparece na 38ª posição do ranking, na frente de México e Indonésia. Um grande salto? Ainda não. Diante de fatores assim, é necessário discutir melhorias, refletir sobre as práticas pedagógicas interdisciplinares e a educação básica, estudar como está o quadro de formação de professores, bem como observar novas perspectivas de ensino através das tecnologias, por exemplo. O Congresso Nacional de Educação oportunizará esses debates. As temáticas abordadas são pertinentes para a construção de novas ideias acerca do desenvolvimento educacional do nosso país. Com a temática “Inovação, Ciência e Tecnologia: desafios e perspectivas”, o Congresso é uma realização da Associação Internacional de Pesquisa na Graduação em Pedagogia (AINPGP) e apoio da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Fonte: Ascom Realize Eventos Texto baseado na reportagem da BBC Brasil "Brasil se distancia de média mundial em ranking de educação".

A CRISE DO ENSINO MÉDIO

08 de Setembro de 2014.

Resultados do Ideb são preocupantes por mostrarem que país não foi capaz de aproveitar conjuntura favorável. Os pífios resultados do ensino médio no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), finalmente divulgado pelo MEC na sexta-feira passada, levantam uma questão pertinente: por que não conseguimos aproveitar ventos favoráveis de mudança que, ao menos em tese, contribuiriam para a melhoria da qualidade do ensino? Por causa da redução das taxas de fecundidade, a população de 15 a 17 anos, faixa etária considerada adequada para o ensino médio, ficou estabilizada ao redor de 10,5 milhões de habitantes nos últimos dez anos. Como reflexo disso, o número de alunos frequentando o ensino médio também se manteve. Em 2005, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, eram 8,6 milhões de jovens no antigo segundo grau. Em 2012, o total foi de 8,8 milhões. Não houve, portanto, pressão para abrir mais vagas, e o número de matrículas teve pouca alteração. Nos anos 90, quando os indicadores de aprendizado registraram piora no Brasil, atribuiu-se a queda no desempenho acadêmico ao ingresso de alunos mais pobres no sistema. Foi uma explicação bastante contestada na época por soar como desculpa pela má gestão, mas o raciocínio tinha alguma legitimidade, pois é fato cientificamente comprovado que o nível socioeconômico dos estudantes é o principal fator a influenciar seu desempenho. Desta vez, ao menos no ensino médio, o argumento não cola. Em 2005, quando a série do Ideb começou a ser calculada, a renda média nos domicílios por pessoa dos alunos frequentando o antigo segundo grau era de R$ 549 (já considerando a inflação do período). Em 2012, o valor observado foi R$ 635. O futuro do ensino médio é ainda mais preocupante se considerarmos que há uma parcela significativa dos jovens, justamente os mais pobres, fora da escola. Em 2005, 18% da população de 15 a 17 anos já não frequentava mais uma sala de aula. Em 2012, último dado disponível da Pnad, o percentual era quase o mesmo: 16%. Teriam faltado recursos? Para um país que ainda gasta por estudante cerca de um terço da média dos países desenvolvidos, dizer que já estamos num patamar suficiente é exagero. Mas é preciso registrar que, de 2005 a 2011, último ano para o qual o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) fez este cálculo, o valor investido por aluno do ensino médio mais do que triplicou, passando de R$ 1.348 anuais para R$ 4.212. Em período parecido (de 2005 a 2012), a Pnad indicou um aumento real de 57% na média salarial do professor desse nível de ensino. Em educação, é sabido que é preciso tempo para colher resultados. Ninguém espera um salto de qualidade imediatamente após a injeção de mais recursos. No entanto, com ventos externos favoráveis ao ensino médio, seria justo cobrar, ao menos, que não estivéssemos estagnados, quadro verificado nesta divulgação do Ideb. Diante disso, fica claro que não adianta fazer mais do mesmo para enfrentar a crise do ensino médio. É preciso discutir seriamente soluções que mudem para valer a realidade do que acontece dentro da sala de aula, a começar pelo currículo e pela formação dos professores. Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/a-crise-do-ensino-medio-13861878

O ministro da Educação, Henrique Paim, disse nesta quarta-feira, 10, que somente pela educação será possível promover mudanças no país e inverter a situação de desigualdade. Ao lado da ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, Paim participou da abertura do 1º Simpósio de Avaliação da Lei de Cotas. Os resultados qualitativos e quantitativos da aplicação da Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012, estão em debate no simpósio, que se estenderá até a tarde de quinta-feira, 11, no Ministério da Educação, em Brasília. O ministro destacou a política afirmativa na área educacional como uma necessidade para o país. “Pela educação é que podemos mudar este país e inverter essa situação de desigualdade”, disse. “A desigualdade educacional deve ser combatida.” Paim reconheceu que existe no país uma dívida educacional. “Não implica um atendimento diferenciado para quem tem o registro da desigualdade, mas garantir o acesso nas mesmas condições daqueles que não passam por esse processo.” De acordo com o ministro, essa dívida precisa ser combatida com ações afirmativas. “O Plano Nacional de Educação estabelece metas de acesso à educação superior, de equidade e qualidade”, disse. “Essas metas são acompanhadas pela determinação, em lei, da destinação de 75% dos royalties do petróleo e 50% dos recursos do fundo social do pré-sal para a educação.” Para a ministra Luiza Bairros, o simpósio representa uma oportunidade de avaliar o alcance da política afirmativa nas possibilidades de inclusão e democratização do acesso à educação superior no Brasil por estudante de escola pública, negros e indígenas. “Procuramos fazer das ações afirmativas um instrumento de política pública capaz de provocar as mudanças”, disse. Reserva — A Lei de Cotas trata da reserva de vagas em universidades federais e em instituições federais de ensino técnico e profissionalizante. Ela estabelece que no mínimo 50% das vagas nessas instituições serão destinadas a estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio na rede pública, com implementação progressiva no prazo de quatro anos, 25% a cada ano. Determina ainda que no mínimo 50% das vagas do ensino médio técnico federal destinam-se a estudantes que cursaram integralmente o ensino fundamental na rede pública, também com implementação progressiva no prazo de quatro anos, 25% a cada ano. Por fim, as vagas reservadas serão preenchidas, por curso e turno, no mínimo na proporção de pretos, pardos e indígenas do último censo demográfico. Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/eu-estudante/ensino_educacaobasica/2014/09/10/ensino_educacaobasica_interna,446418/ministro-diz-que-so-educacao-pode-combater-desigualdade.shtml

Uma questão de uma prova de geografia do Colégio Andrews, na Zona Sul do Rio, despertou a revolta de alguns pais que consideraram o enunciado racista. Na prova, que foi distribuída aos alunos do 8º ano nesta quarta-feira (10), o tema era uma comparação sobre nazistas e judeus. “Conforme é sabido, os judeus foram perseguidos por Hitler durante o nazismo. Atualmente um determinado povo é tido como vítima dos israelenses, tendo que viver em assentamentos controlados por Israel. Chegaram invadindo terras e assassinando... Quem será pior? Nazistas ou Judeus?”, dizia a questão. De acordo com o diretor do Colégio Andews, Pedro Flexa Ribeiro, o professor que elaborou a prova foi afastado da escola e a direção já está em contato com a Federação Israelita do Rio (FIERJ) para manifestar a retratação que o episódio merece. “Esse episódio revela que infelizmente a abordagem dada pelo professor não corresponde ao projeto educativo do colégio. A prova foi anulada, o professor foi desligado e a equipe da escola passou o dia de hoje e, vai passar os próximos dias, entrando em sala de aula para refletir e tentar extrair desse episódio alguma coisa consequente em termos educativos e informativos”, disse Flexa. Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/09/prova-no-rio-compara-nazistas-judeus-e-professor-e-desligado.html

O Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Cultura (MinC) publicaram nesta quarta-feira (08) o primeiro edital do programa “Mais Cultura nas Universidades”, que repassará R$ 20 milhões a universidades federais e instituições federais de ensino tecnológico e profissionalizante que promovam ações de promoção cultural. O texto foi publicado na edição desta quarta-feira do Diário Oficial da União (DOU). O programa fora anunciado em dezembro do ano passado pelos então ministros da Educação, Aloisio Mercadante (atual Casa Civil), e da Cultura, Marta Suplici. Mas até então, como não havia edital, a iniciativa carecia de mais detalhes. Dentre os grupos culturais contemplados pelo texto, estão comunidade cigana, população de rua e comunidade LGBT. Em dezembro, quando fora anunciado, Aloisio Mercadante informara que o “Mais Cultura nas Universidades” começaria com um orçamento de R$ 20 milhões, mas “podendo chegar até R$ 100 milhões”. Nenhum desses valores constou no edital publicado ontem. No entanto, em entrevista ao GLOBO, o secretário de Regulação e Supervisão de Ensino Superior (Seres/MEC), Paulo Speller, informou que o primeiro edital terá R$ 20 milhões. A ideia é que seja aberto um processo seletivo por ano para a escolha dos melhores projetos de fomento à cultura em cada instituição. Ainda segundo o secretário da Seres, o vácuo de 10 meses entre o anúncio e a publicação do edital se deve às discussões para a elaboração do projeto, que envolveu setores da comunidade acadêmica e dos reitores da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que propôs inicialmente a ideia: - É normal que um plano como esse leve tempo para sair do papel. Mas acredito que o Mais Cultura nas Universidades veio para ficar, sendo renovado a cada edital. De acordo com o edital, os repasses vão de R$ 500 mil a R$ 1,5 milhões para instituições federais que promovam ações culturais que se enquadrem dentro dos critérios estipulados no edital. O total destinado terá de somar R$ 20 milhões. Segundo o texto, o plano apoiará iniciativas que contribuam para “a formação artística, cultural, cidadã e crítica de estudantes que integram a educação superior e a educação profissional e tecnológica mediante a sua participação no programa”. Pelas normas publicadas no DOU, todos os recursos repassados serão oriundos do orçamento do MEC. Para requisitar os apoios financeiros, as instituições deverão elaborar os “planos de cultura”, que obedecerão a oito eixos temáticos previstos no edital. Cada instituição poderá elaborar planos que abranjam um ou mais dos eixos abaixo:1) Educação Básica 2) Arte, Comunicação, Cultura das Mídias e Audiovisual 3) Arte e Culturas Digitais 4) Diversidade Artística e Cultural 5) Produção e Difusão das Artes e Linguagens 6) Economia Criativa, Empreendedorismo Artístico e Inovação Cultural 7) Arte e Cultura: Formação, Pesquisa, Extensão e Inovação 8) Memória, Museus e Patrimônio Artístico-Cultural. Dentre os temas, estão a “cultura local, cultura regional, cultura rural, cultura do campo, cultura afro-brasileira, cultura indígena, cultura digital, cultura de povos tradicionais, cultura da infância, cultura popular, cultura cigana, cultura hipo hop, cultura LGBT, cultura de periferia, dentro outros”.(Veja matéria na íntegra: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/mec-publica-edital-do-mais-cultura-nas-universidades-que-preve-repasses-de-20-milhoes-14179171)

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A wonderful serenity has taken possession of my entire soul, like these sweet mornings of spring which I enjoy with my whole heart. I am alone, and feel the charm of existence in this spot, which was created for the bliss of souls like mine.

I am so happy, my dear friend, so absorbed in the exquisite sense of mere tranquil existence, that I neglect my talents. I should be incapable of drawing a single stroke at the present moment; and yet I feel that I never was a greater artist than now.

When, while the lovely valley teems with vapour around me, and the meridian sun strikes the upper surface of the impenetrable foliage of my trees, and but a few stray gleams steal into the inner sanctuary, I throw myself down among the tall grass by the trickling stream; and, as I lie close to the earth, a thousand unknown plants are noticed by me: when I hear the buzz of the little world among the stalks, and grow familiar with the countless indescribable forms of the insects and flies, then I feel the presence of the Almighty, who formed us in his own image.

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